
Depois da China e da Coreia do Norte, é a vez da Roménia passar a ter, em breve, o seu circuito turístico glorificando o comunismo, conta o Romania Libera. Mais de 20 anos depois da queda de Nicolae Ceauşescu, a ministra dos Negócios Estrangeiros anunciou a criação de um “itinerário da propaganda”, que incluirá os locais que marcaram a vida do “Conducator”(...)
Esta nova iniciativa deste Governo, de criar um Estatuto do Pessoal Dirigente do estado, tentando dar uma imagem de quem trava o clientelismo partidário, pode até ser eficaz do ponto de vista da opinião pública, mas só pode vir a resultar em mais um desastre completo e de difícil correcção no futuro.
Independentemente da forma final que resultar no novo estatuto, negociado com os sindicatos, a verdade é que a criação deste estatuto vai resultar na criação de mais burocracia, uma nova classe de funcionários públicos, mais concursos e comissões de análise, meses de ineficiências, processo em tribunal de quem não foi escolhido, mais contestação e condicionamento do poder político nas suas escolhas, por parte dos sindicatos, novas greves desta nova classe de funcionários, (quiçá a criação de um novo sindicato específico) e resulta numa medida que vai exactamente em sentido contrário ao que deveria ser; o sentido das medidas dos governos deveriam ser, sempre, na simplificação e não na burocratização!
Por outro lado, assistimos a hipóteses de regulação completamente absurdas, como sejam que os concorrentes ao lugar têm que ter licenciaturas a mais de 12 anos ou 8 anos (dependendo do cargo), assegurando, assim, os sindicatos uma força coorporativa de dificultar a entrada de novos dirigentes por mérito e continuando o princípio carreirista do tempo de serviço. Ter uma licencicatura há 12, ou mais anos não prova competência para nenhum lugar. Tanto mais que nem se definem tipos de licenciaturas adequadas, consoante o cargo que seja ... O que seria, também, difícil em muitos casos.
Fala-se em mandatos de cinco anos, quando as legislaturas são quatro anos. Se fosse agora, o novo governo de Pedro Passos Coelho ia ter que aturar todos os funcionáriuos escolhidos por concurso anterior e pelo governo de José Sócrates, por mais dois ou três anos, por exemplo. Por outro lado, mesmo que os mandatos sejam de quatro anos ou cessem com a formação de novo governo, fazer um novo concurso e novas escolhas fará demorar pelo menos seis meses, até que novos funcionários estejam em funções. Limitar as escolhas do governo, neste campo, também é desresponsabilizá-lo em caso de fracasso. Não faz sentido. É uma nova palhaçada, parece-me bem à Santana Lopes. O problema é que vai deixar marcas e uma situação (quase) impossível de resolver no futuro.
É uma tentativa desajeitada de credibilizar a classe política mas é bem o exemplo, em meu entender, do que não se deve fazer nesse sentido. A credibilização da classe política deverá passar, mais por dizer a verdade às pessoas como Pedro Passos Coelho insistia na sua campanha e menos em medidas administrativas que, essas sim, descredibilizam completamente o sistema e, com ele, os políticos. O problema reside aqui! Nas ineficiências do sistema que efectam e prejudicam todos os portugueses e a imagem da classe política, também e em primeira linha.
Dizer a verdade às pessoas é simples: um governo é eleito para governar e deve governar com altos quadros superiores da sua confiança política. Logo, quando as pessoas votam já sabem que o governo vai nomear, conforme achar conveniente, pessoas da sua confiança de forma a poder levar a cabo a governação e a boa execução das suas políticas. Acresce que essas pessoas não podem ser escolhidas por concurso, tendo mesmo que ser nomeadas com eficácia e eficiência, de tempo e de escolhas, responsabilizando, assim, o governo por essas nomeações e pela boa execução das suas políticas. Quando o governo sai, essas pessoas têm que ir embora (a menos que sejam convidadas a continuar pleo novo governo). O novo executivo deve ter o poder de nomear quem achar melhor, para governar bem. É assim que deve ser e é isso que deve ser assumido pela classe política, em relação aos seus eleitores.
Este simulacro de concurso, meio concurso, meio escolha do governo, e este novo estatuto burocrático, vai ser um veículo de guerras, ineficiência, mais burocracia e força sindical, prejudicando a classe política e todos os cidadãos que qurem uma coisa só: que os governos governem bem e resolvam os problemas. Nada mais.
Há dias, num comentário no facebook, alguém jovem disse que até gostava do sistema capitalista, mas que era um sistema que não era justo porque não recompensava o mérito. A observação é pertinente e inteligente, mas falta-lhe mais informação.
Contextualizando, o comentário foi feito no meio de críticas ao capitalismo, observações de que o capitalismo tinha "falido" (feitas pela mesma pessoa) e por causa de alguém que colocou uma citação antiquada do Saramago, que dizia que os problemas actuais (da Humanidade, das pessoas) tinham a ver com o desenvolvimento tecnológico, falta de comunicação e individualismo.
Debruçando-me só sobre o comentário, nada é mais falso, assim dito. Mas nada é mais verdadeiro, se o aplicarmos ao "capitalismo à portuguesa". As gerações mais jovens não têm noção de que o que temos não é capitalismo, propriamente dito, ou se quisermos, é só um tipo distorcido de capitalismo, construído pela sociedade do pós-25 de Abril. O sistema, em Portugal, não é carne nem é peixe. É um sistema de inspiração capitalista, sem dúvida, mas demasiado regulado, com demasiadas leis e com demasiada influência dos governos, do poder e dos lobbies políticos, na economia. E esta regulamentação e influência, em Portugal e noutros países da Europa altera completamente o funcionamento normal do sistema, criando permanentes "fogos" a que alguém (dos lobbies políticos) acha por bem acudir, conforme os seus interesses políticos (ou económicos escondidos) e não consoante o interesse das pessoas, do mercado e da economia.
Esta interferência de grupos políticos, que gostam de ter este poder acrescido, em nome da redistribuição de riqueza e da compensação dos problemas das camadas mais desfavorecidas, na minha opinião é demasiado profunda e altera, dessa forma, as motivações económicas das pessoas, que fazem parte da sociedade e da economia. A alteração das motivações altera o funcionamento do sistema, alterando os seus resultados. As pessoas, acham que mais vale cair em graça do que conseguir ser engraçado. Alguém, sempre, ocorre para compensar o que for necessário (As Câmaras, o Governo, seja quem for, tem que compreende que corre mal).
Acresce que esta intervenção excessiva do estado na economia é feita com o dinheiro dos impostos, em excesso também, de todos e, como mesmo assim nunca chega, com dinheiro emprestado dos estrangeiros, que poupam o que nós já não poupamos e emprestam-nos as suas poupanças, com juros. E assim foi aumentando, sempre e sempre, a dívida pública. Este sistema, que não é o sistema capitalista e não compensa, de facto o mérito. E isso altera tudo.
Um sistema capitalista compensa o mérito. Um sistema democrático proporciona que todos, e não só elites de poder ou aristocráticas, possam ter mérito e possam obter recompensas satisfatórias, para si e para as suas famílias. É um sistema mais justo, que recompensa quem consegue chegar mais longe, quem consegue merecer, quem se esforça, quem vê onde os outros não vêem, quem faz mais, onde os outros não fazem, etc. No entanto, ninguém disse que um sistema justo tem que ser equilibrado. Ou disse? Esta justiça do mérito, mesmo democrática, deixa muita gente de fora, muita gente que não consegue ter mérito suficiente, mesmo quando se esforça, ou não se esforça, mas não consegue chegar. Cria, no entanto, mais riqueza e, com isso, mais desiquilíbrio. Mesmo que todos tenham mais, há sempre uma pequena maioria que tem mais que os outros todos.
O que conta? Todos terem mais, mesmo com desiquilíbrios, ou todos terem menos e estarem mais equilibrados???? Esta é a velha história de saber se as pessoas querem ganhar mais, mesmo que os vizinhos ganhem ainda mais do que elas ficando a ganhar em poder de compra mas, aparentemente, talvez perdendo em status (por comparação), ou se preferem não ganhar mais, desde que os vizinhos ganhem menos do que elas perdendo em poder de compra mas ganhando em status (?). Ficar pior ou igual, mas melhor que o vizinho, por comparação, vale mais do que estarem todos melhores mas o vizinho estar ainda melhor? Aparentemente há muitas pessoas que escolhem a opção de ficarem piores, desde que quem as rodeia não fique melhor do que elas: preferem as aparências e o status mais elevado (por comparação com os outros que os rodeiam) a ficar, de facto, melhor financeiramente. São, talvez, reflexos da inveja social. Mas nem todos são assim. Muitos preferem, de certeza, a sua realização pessoal, independentemente dos outros.
Em Portugal continuamos pobrezinhos mas honrados, continuamos humildes com a mania das grandezas, e naifs o suficiente para pensar que somos todos iguais. E somos, sim ... Mas uns ... São mais iguais que outros!!!! Agora temos um problema grave: não há dinheiro para pedir a um ceguinho para cantar, no metro, não há dinheiro para igualdades e as pessoas não têm poupanças, para os tempos difíceis, não vão ter quem as acuda enfim, não estão preparadas para o nível de sofrimento social que aí vem. É uma pena.
Nós já sabemos que o Mundo pula e avança ... Sim. Já não é de agora, mas agora damos mesmo por isso. Também sabemos que na China, apesar de tudo, não é só gente a trabalhar. Têm tecnologia de ponta, grandes linhas de montagem automáticas também. Mas, a sua grande força económica tem sido a mão-de-obra barata, ao jeito da fuga dos campos para a cidade, na Europa do século XIX ou da mão-de-obra barata existente na Europa destruída do pós-guerra (2ª Guerra Mundial), facto que tem permitido a este país produzir e exportar todo o tipo de bens, para todo o Mundo, a preços competitivos e conseguir, com isso, absorver uma parte crescente da riqueza dos páises desenvolvidos.
Um grupo Chinês quer instalar um milhão de robots para substituir mão-de-obra intensiva e contornar os custos crescentes da mão-de-obra, tornando os sues produtos mais competitivos e permitindo aos seus trabalhadores tarefas mais "estimulantes".
A China inova.
Ocorreu-me um pensamento: o exemplo, sendo bem sucedido, permite diminuir muito a mão-de-obra envolvida na produção e acresce as pessoas ainda necessárias de mais qualificações. Como reflexo da transformação económica que estamos a atravessar, em todo o mundo, a mão-de-obra mais qualificada vai, também, ficar mais barata, mesmo nos países mais desenvolvidos. O exemplo, a ser bem sucedido, permitirá demonstrar, talvez, que uma fábrica com um milhão de Robots pode ser construída e funcionar em qualquer parte do Mundo, quiçá com vantagem nos países desenvolvidos e a preços competitivos, não necessita de ser na China...
O grupo chinês Foxconn Technology, fabricante de produtos Apple como o iPhone e o iPad, planeia substituir os trabalhadores das suas linhas de montagem por máquinas.
(...) A Foxconn, fabricante de iPhones e iPads - também associada a marcas como a Nokia, a Nintendo e a Sony -, dispõe já de 10 mil robôs nas suas linhas de montagem na China, mas planeia chegar a um milhão nos próximos três anos (...)
(...) Apesar do seu crescimento económico, a Foxconn tem sido criticada pelas fracas condições de trabalho que oferece. Em 2010, resultado dos múltiplos suicídios registados entre os funcionários das suas fábricas, fez uma revisão laboral e mais que duplicou os salários na fábrica de Longhua, embora se mantenham muito baixos: de 900 yuan (aproximadamente €98) para 2000 yuan (€218). (...)
Com a justificação que os bancários nunca ficam desempregados uma percentagem dos seus descontos é encaminhada para o SAMS, ao invés de fazer parte do bolo total de descontos da segurança social.
Os bancários vivem a situação excepcional de descontarem menos que os outros trabalhadores para o Estado, sendo a verba remanescente encaminhada para o SMAS. Assim, com esta justificação, os bancários vivem, desde há vários anos, a situação de privilégio de serem a única classe em Portugal que se permite descontar menos para o Estado e, portanto, fogem ao sistema de redistribuição de riqueza, com esta verba, sendo utilizada em seu benefício próprio, num sistema serviços de saúde ímpar, só para eles (e seus familiares, ainda por cima , mesmo que não sejam bancários e nunca tenham descontado !!!! ).
Isto só foi possível porque são uma classe profissional com grande força sindical (os bancos até foram todos nacionalizados, lembram-se?) e que aufere de rendimentos acima da média. Ao ser permitido que quem ganha mais que a média desvie verbas dos descontos em benefício de serviços de saúde , ou outros, próprios, excepcionais e de elite, foi cometido uma grnde injustiça social e é comprometido o sitema de redistribuição de riqueza de base tributária progressiva, previsto na constituição da república portuguesa. E isto tudo feito, também, pelas forças de esquerda, que defendem os estes princípios de redistribuição de riqueza e o Estado Social, tentando evitar lutas sindicais e contentar clientelas que gravitam em volta dos partidos (PS - PSD). Ou otros partidos foram atrás, ninguém se tendo atrevido a contestar publicamente esta política.
"após vários anos de querela com o Ministério da Saúde, relativamente à situação dos beneficiários dos SAMS face ao SNS, é celebrado em 6.10.99 um protocolo com o IGIF – Ministério da Saúde, que põe fim ao diferendo, reconhecendo os direitos dos nossos beneficiários e atribuindo uma compensação aos SAMS por estes suportarem despesas que cabem ao Estado."
Isto configura, no entanto, uma situação completamente injusta socialmente, uma vez que, como já foi dito, a uma classe social com redimentos acima da média nacional é permitido gerir serviços sociais e de saúde próprios, com receitas retiradas aos impostos, situação que mais nenhuma classe em portugal goza. Como é fácil de ver, se todos os trabalhadores que ganham rendimentos acima da média puderem fazer o mesmo descontando menos que os outros, ficam os trabalhadores de menor rendimento a descontar ... Não há dinheiro para Serviço Nacional de Saúde, nem para outros subsídos, reformas, etc, etc,
Agora vão ficar (que nunca ficavam) 750 bancários desempregados, funcionários do Banco Português de Negócios. No entanto, não têm direito a subsídio de desemprego, porque prescindiram desse direito para terem os seus serviços própiros, de elite.
O Sindicato já veio dizer que esta é uma situação de excepção e que têm que ser criados mecanismos de excepção... Ou seja, estão a pressionar para o Governo criar um subsídio de desemprego excepcional para os bancários, a pagar do dinheiro dos contrinbuintes que não têm direito a SAMS nem a serviços d elite e que sempre descontaram tudo, para todos. O mecanismo de excepção, a existir, tem que ser criado pelos sistemas próprios de segurança social dos bancários, pelos sindicatos dos bancários, pela solidariedade dos seus colegas, se for caso disso. Não pelo Estado e não através dos impostos dos outros trabalhadores que não são bancários. Vamos ver se o novo primeiro-ministro, de facto, inaugura uma nova era e se mantém firme, não indo em cantigas. A ver vamos.
http://www.findmadeleine.com/index.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Desaparecim
Contra o Despotismo
SANHUDO, inexorável Despotismo
Monstro que em pranto, em sangue a fúria cevas,
Que em mil quadros horríficos te enlevas,
Obra da Iniquidade e do Ateísmo:
Assanhas o danado Fanatismo,
Por que te escore o trono onde te enlevas;
Por que o sol da Verdade envolva em trevas
E sepulte a Razão num denso abismo.
Da sagrada Virtude o colo pisas,
E aos satélites vis da prepotência
De crimes infernais o plano gizas,
Mas, apesar da bárbara insolência,
Reinas só no ext'rior, não tiranizas
Do livre coração a independência.
Liberdade
LIBERDADE, onde estás ? Quem te demora ?
Quem faz que o teu influxo em nós não caia ?
Porque (triste de mim !) porque não raia
Já na esfera de Lísia a tua aurora ?
Da santa redenção é vinda a hora
A esta parte do mundo, que desmaia.
Oh ! Venha... Oh! Venha, e trémulo descaia
Despotismo feroz, que nos devora !
Eia! Acode ao mortal que, frio e mudo,
Oculta o pátrio amor, torce a vontade.
E em fingir, por temor, empenha estudo.
Movam nossos grilhões tua piedade;
Nosso númen tu és, e glória, e tudo,
Mãe do génio e prazer, oh Liberdade!
Bocage
Em 2005, por oportunidade das eleições legislativas, as primeiras ganhas pelo engº José Sócrates, Belmiro de Azevedo dizia que se fosse ele, tratava o governo do país como se uma empresa fosse. A este propósito, defendia que Portugal só deveria ter 10 ministros , um ministro por cada Milhão de habitantes.
Água mole em pedra dura, vai batendo e fura, fura !!! Seis anos depois, Pedro Passos Coelho defende 10 ministros para o Governo ... Só não defendeu 4 Super-ministros e seis ministros dependentes destes, tipo ministros SG Gigante e ministros SG Filtro ,conforme defendeu Belmiro de Azevedo, na altura.
Descubra as coincidências.
Aqui fica em baixo, o post publicado, na altura, netse BLOG.
Post publicado originalmente em 23 de fevereiro de 2005, com o tótulo: O Engº Belmiro e a política
Depois de ter vindo a publico falar contra um líder de um partido político, no caso o Dr. Santana Lopes, antes destas eleições, o Eng.º Belmiro de Azevedo vem agora dizer ao futuro primeiro-ministro como é que se forma um governo. Será uma cobrança ?
Diz ele estas coisas tão espantosas, no Diário Económico de hoje:
"A dimensão de Portugal tem de influenciar a formação de um Governo, da mesma forma que a dimensão de uma empresa determina o número de membros do seu conselho de administração". Assim, para um país de 10 milhões de habitantes, bastaria um ministro por cada milhão. "São contas fáceis. Um ministro representaria um milhão de portugueses"
"Se eu formasse um Governo", avança Belmiro, "dividiria a equipa em quatro grandes áreas, atribuindo cada uma delas a um ministro com muito poder. Os seis ministérios que faltam seriam, então, entregues a ministros que operavam na área de influência dos primeiros"
Ficamos felizes porque observamos que o Eng.º Belmiro de Azevedo é forte em contas. Assim, um país com 60 milhões de habitantes tem 60 ministros e os Estado Unidos têm 240 ministros. Na China é necessária uma província inteira para albergar todos os governantes daquela gente toda, e um país com um milhão de habitantes só tem primeiro-ministro, com direito a secretária particular . E eu nem precisei de calculadora para fazer estas contas, nem nada !
Não parece que os assuntos que, num estado, justificam um ministério, tenham a ver com o número dos seus habitantes. Alguém devia ensinar o Sr. Eng.º Belmiro de Azevedo, que um País não é uma empresa. Os ministros não têm como função representar os habitantes, os deputados é que têm. Dizer estas coisas, desculpe, é ser políticamente néscio. Os assuntos que, num país, merecem ter um ministérios têm a ver com obrigações internacionais e locais, com opções políticas e com o perfil das pessoas disponíveis ( se acumulam ou não pastas ). A quantidade de funcionários do estado e da estrutura dos serviços é que tem a ver, em parte, com o número de habitantes. Não o Governo. E, também, não se poupa nada de especial por ter menos um ministro ou dois, se formos por esse campo.
A teoria dos super-ministros e ministros normais lembra-me o tempo em que eu fumava : SG gigante ou SG filtro. Ter dois tipos de ministros, é galhofeiro.Não parece que concentrar poder de decisão política, em matérias muito diferentes e em três ou quatro pessoas, seja benéfico ainda tornando muito mais difícil encontrar pessoas com o perfil adequado para tal.
Não se vislumbra o que acontecia aos secretários de estado mas, para não ficar tudo na mesma, vá de os extinguir : isto digo eu !
Sr. Enginheiro, dedique-se a governar a suas empresas o que, parece, tem feito bem e deixe para os políticos eleitos, e competentes como tal, fazerem os seus governos pelos quais, aliás, vão ser os únicos responsáveis !
Muito obrigado
A filosofia prestes a ceder aos golpes da adversidade
TENHO assaz conservado o rosto enxuto
Contra as iras do Fado omnipotente;
Assaz contigo, oh Sócrates, na mente
A dor neguei das queixas o tributo.
Sinto engelhar-se da constância o fruto,
Cai no meu coração nova semente;
Já me não vale um ânimo inocente;
Gritos da Natureza! Eu vos escuto.
Jazer mudo entre as garras da Amargura,
De alma estóica aspirar à vã grandeza,
Quando orgulho não for, será loucura.
No 'spírito maior sempre há fraqueza.
E, abafada no horror da desventura.
Cede a filosofia à Natureza.
Extrai da glória alheia o seu desdoiro
Eis da Virtude o templo rutilante
Sacerdote ancião, de rubra veste,
Compassa pelo cântico celeste,
Meneado turíbulo fumante,
Do pio aroma, do vapor fragrante
O giro salutar consome a peste
Do vício, que debalde encara, investe
Turba de heróis às aras circunstante.
No sólio majestoso a deusa, abrindo
Aos alunos fiéis almo tesoiro,
Dobra o preço a seus dons em dar, sorrindo.
E à porta que volteia em quícios de oiro,
A Inveja, prenhe de áspides, bramindo,
«Extrai da glória alheia o seu desdoiro»
Bocage

23.07.2011 - 11:22 Por PÚBLICO
"Um dia após os brutais ataques de ontem na Noruega, de que resultaram 91 mortos, permanecem ainda em mistério os motivos do suspeito autor detido pela polícia, mas os primeiros dados estão a revelar tratar-se de um “fundamentalista cristão”, adepto da caça e dos jogos de vídeo, com ligações à extrema-direita e ideologia anti-muçulmana."
"A Alemanha decidiu na quarta-feira desenterrar os restos mortais de Rudelf Hess, antigo membro do Partido Nazi e um dos mais leais seguidores de Adolf Hitler, para pôr termo a um ritual de peregrinação que levava, ano após ano, milhares de nacionalistas neo-nazis à campa de Hess no dia do aniversário da sua morte"
http://sol.sapo.pt/inicio/Internacional/I
A história não se repete! Defendem uns. Quem disse que não se repete? - Perguntam outros.
A evolução conhecida das civilizações tem tido um caminho, mas não é um caminho linear. Na verdade é um caminho sinuoso e que depende de inúmeras variáveis que, juntas, vão movendo o mundo, no que às nossas sociedades diz respeito.
Nada indica que, neste caminho e nestas interacções a história não se repete, de uma forma ou outra. A verdade é que as guerras e o acto do genocído, a perseguição de umas civilizações por outras, num caminho e numa lógica de competição pelo espaço e pelos bens, reflexo que Darwin captou muito bem no seu estudo das espécies, tem sido uma constante, ao longo da história. Várias sociedades humanas comtemporâneas aprendem, cada vez mais, uma lógica de cooperação e de obtenção de vantagens comuns, através da cooperação a nível mundial mas este efeito não é uma linha recta ou curva evolutiva com sentido determinado.
Grupos que preservam legados históricos de ADN de competição exacerbada, dominação e assassínio dos competidores continuam a proliferar, em todos os continentes. E não são só nazis, esses são só símbolos odiosos desta forma de estar e servem de cortina que cobre todos os outros grupos congéneres, cheios de convicções dogmáticas da mesma génese: comunistas, fascistas, ideólogos das raças, salvadores das pátrias, extremistas religiosos cristãos, muçulmanos, indus ou outros, terrorismos sem respeito pela vida humana e pelos povos, nazis ... Enfim, são todos, todos, da mesma raça ... E andam todos, todos, por aí espreitando a oportunidade de se imporem ...
A história, de uma maneira ou de outra, vai-se repetindo, de formas diferentes... Penso eu de que ...
José Saramago:
“a Bíblia é um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana”.
“A Bíblia passou mil anos, dezenas de gerações, a ser escrita, mas sempre sob a dominante de um Deus cruel, invejoso e insuportável. É uma loucura!”
“Mas há coisas muito mais idiotas, por exemplo: antes, na criação do Universo, Deus não fez nada. Depois, decidiu criar o Universo, não se sabe porquê, nem para quê. Fê-lo em seis dias, apenas seis dias. Descansou ao sétimo. Até hoje! Nunca mais fez nada! Isto tem algum sentido?”
Longe vão os tempos, pelos vistos, de ateísmo militante do PCP.
"O PSD defendeu que o ministro da Economia quer é a sustentabilidade da dívida, com o social-democrata Paulo Batista Santos a dizer que os comunistas querem é que o país não pague o que deve.
“Imaginemos que vossa excelência se dirigia à mercearia do Sr. deputado Bernardino [Soares] e iria comprar um quilo de pregos, e pedia crédito ao Sr. Bernardino, naturalmente, como pessoa honesta teria de imediato o crédito. Ainda vossa excelência não ia a sair a porta e já estava a dizer que não pagava a dívida. É isso que vossas excelências vieram aqui defender ao Parlamento”, acusa Paulo Batista Santos.
O líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, deu o “troco”, recorrendo a uma citação da Bíblia.
“Se um dos teus irmãos empobrecer e não satisfizer as suas obrigações contigo, protegê-lo-ás, não receberás dele lucro ou juro algum, não lhe emprestes o teu dinheiro com juros nem lhe dês os teus mantimentos para disso tirar proveito (levítico, 25,35-37). Está escrito no Velho Testamento, não é nenhum comunista que o diz”, declarou Bernardino Soares.
Surpreende como as pessoas vão passando ideias e factos pouco reais e como o fazem convencidas, elas mesmo, que estão a dizer coisas de jeito. Vem isto a propósito da obesidade em geral, e da obesidade infantil em particular, tema mais atual, por estes dias.
Quando se fala em obesidade, vem logo ao tema o McDonalds, considerando a polémica que há vários anos persegue aquela cadeia de restaurantes. O nível de exigência de associações militantes de qualquer coisa tem aumentado consideravelmente. Muitas associações destas culpam o McDonlads pelo facto das pessoas serem obesas nos Estados Unidos. Dois pontos, aqui chegados: a situação nos Estados Unidos não tem paralelo muito próximo, com a situação em Portugal, neste campo. Mas mesmo naquele país, é discutível que esta ideia resista a alguma argumentação evidente e que pode levar a conclusões contrárias.
Mas existem preconceitos esquisitos, e o preconceito McDonalds é um deles. Há dias um nítido atrasado mental, sobre este assunto, dizia no facebook que não gostava do McDonalds porque não gostava do palhaço (o Ronald) porque não tinha graça e porque tinha "ar de pedófilo". Argumento exagerado, cheio de raiva e despropositado, completamente fora de contexto, que conceitos económicos se discutiam. Mas é mesmo argumentação de preconceito e preconceito é uma forma de estupidez.
No caso português, por exemplo, esta percepção, importada das polémicas americanas, não tem muito de verdade. É mais uma desculpa com que as pessoas gostam de se aliviar, mutuamente. Encontrado um culpado para as coisas, então está tudo bem, estamos de conciência tranquila.
Há uns meses uma colega minha levou a filha, com cerca de 12 anos, com ela e eu reparei que a miúda estava notoriamente gorda, para a idade. Uns dias depois, a minha colega levantou a questão, em conversa, porque a filha estava de dieta (tinha ido ao médico para esse efeito) e eu aproveitei, para perguntar como ela tinha ficado assim tão gorda, ou seja, tentava saber, diplomáticamente, como a tinham deixado chegar ao ponto de ter que ir ao médico para ser obrigadana fazer uma dieta, já obesa, (isso tudo com 12 anos !!!) em vez de terem detetado a tempo essa evolução e corrigido. Resposta dela: nos últimos anos, na escola, davam-lhe comida a mais, no refeitório e ela (a mãe) não podia fazer nada. Bem, pelo menos não foi o McDonalds, mas como desculpa é fraca. Não conheço o pai, mas a minha colega, que conheço há um ano, não tem feito, ela própria nada mais do que engordar e está notorimante com mais peso que quando a conheci. E ela, não come na escola da filha !!!! E bem precisava também de uma dieta.
Há dias, estava a tomar um café, num balcão, quando uma miúda de cerca de 10 anos se aproxima do balcão e pede um pastel de nata. Voltou para uma mesa, onde estava com a avó e toda satisfeita, sorria por todos os lados, com o pastel num prato. Eram cerca de duas horas da tarde, a avó e a neta tinham acabado de almoçar e a avó tinha ido ao café da vizinhança tomar um cafézinho e codrilhar um pouco, com outras vizinhas, doutras mesas. A miúda tinha peso a mais, notoriamente, era bem gordinha, da comida que comia em casa da avó, dos pais, eventualmente, e das goluseimas que lhe compravam, como um pastel de nata logo a seguir ao almoço. Não vão parar de a alimentar como ela quer, de lhe comprar doces, até ela ter doze ou treze anos e dez a quinze quilos a mais do que devia, se pararem ... Ninguém vai ligar ...
Outro miúdo gorducho comia um gelado de chocolate, uma destas tardes, no Colombo ... Hoje e há uns dias, no Dolce Vita e num starbucks, jovens mamãs davam bolos aos pedaços aos bebés, com pouco mais de um ano, bem alimentados, como guloseima... Pedaços queques cheios de gordura, de embalagens individuais fechadas, quiça comprados no Lidl, ou parecido - baratos, de pouco valor alimentício e muito valor calórico, duram muitos dias dentro da embalagem, e estão cheios de gordura e de um bolo de chocolate, cheio de creme, respectivammente. Outro miúdo com cerca de dez anos e peso a mais, comia croissants do género dos queques referidos atrás: a mãe era nítidamente gorda e sempre fora, vía-se, e o pai, não sendo demasiado gordo, tinha uma barriga proeminente de quem se farta de beber "bjecas" com amigos elogiando os rabos femininos bonitos que passam que, no entanto, a última coisa que pensam na vida é olhar para uma barriga daquelas.
Os exemplos estão por todo o lado. Tenho a convicção empírica que quase toda esta gente me falaria mal do McDonalds, mesmo levando lá os filhos de vez em quando, mas não reparam em tudo isto que eu descrevi e que observamos todos os dias, em todo o lado: qualquer prato de comida portuguesa, de carne de porco farta, de refogados, cheio de batatas cozidas ou fritas, mais arroz, mais massas com fartura, mais natas, mais queijos, mais pão, mais ovos, mais doces, mais gelados, mais bolos, mais vinhos, mais molhos, mais azeitonas, mais manteiga, mais cerveja com fartura, mais bué de copos e álcool a sério no bairro alto, cheio todas as noites, mais comer até fartar, até antes de ir deitar, mais... mais ... mais ... É um fartar de comer e beber, todos os dias as todas as horas. E não é McDonalds !!!!!! E é isto que engorda toda a gente .... Não é o McDonalds...
O Apólogo tem estado muito sózinho. Essa é a verdade. Eu não teho tido muiot tempo e escrever qualquer coisinha, aqui, tem ficado para trás. Mas às vezes, até tenho sentiod a falta. Assim , este BLOG vaio animar um pouco e eu vou tentar dinamizar isto, escrevendo (quase) todos os dias qualquer coisa ... Enfim ... Vamos tentar.
Com que então caiu na asneira
De fazer na quinta-feira
Vinte e seis anos! Que tolo!
Ainda se os desfizesse...
Mas fazê-los não parece
De quem tem muito miolo!
Não sei quem foi que me disse
Que fez a mesma tolice
Aqui o ano passado...
Agora o que vem, aposto,
Como lhe tomou o gosto,
Que faz o mesmo? Coitado!
Não faça tal: porque os anos
Que nos trazem? Desenganos
Que fazem a gente velho:
Faça outra coisa: que em suma
Não fazer coisa nenhuma,
Também lhe não aconselho.
Mas anos, não caia nessa!
Olhe que a gente começa
Às vezes por brincadeira,
Mas depois se se habitua,
Já não tem vontade sua,
E fá-los queira ou não queira!
João de Deus
(1830-1896)
Duarte de Bragança pediu a nacionalidade timorense
(...) «Gostaria de ter a nacionalidade timorense», declarou o herdeiro da Casa de Bragança numa entrevista à agência Lusa por ocasião da Restauração da Independência, que se assinala hoje (...)
1 de dezembro de 2010
Mas assim é boa ideia . Se não é Rei nem será de Portugal que é uma república pode sempre fundar um Reino de Além Mar e prosseguir dali feitos valerosos que hão-de honrar a si e à sua numerosa prole digna de um país sub-desenvolvido ...
A couple of weeks ago, while I was on vacation, my cell phone rang; it was Jorge Bolanos, the head of the Cuban Interest Section (we of course don't have diplomatic relations with Cuba) in Washington. "I have a message for you from Fidel," he said. This made me sit up straight. "He has read your Atlantic article about Iran and Israel. He invites you to Havana on Sunday to discuss the article." I am always eager, of course, to interact with readers of The Atlantic, so I called a friend at the Council on Foreign Relations, Julia Sweig, who is a preeminent expert on Cuba and Latin America: "Road trip," I said.
I quickly departed the People's Republic of Martha's Vineyard for Fidel's more tropical socialist island paradise. Despite the self-defeating American ban on travel to Cuba, both Julia and I, as journalists and researchers, qualified for a State Department exemption. The charter flight from Miami was bursting with Cuban-Americans carrying flat-screen televisions and computers for their technologically-bereft families. Fifty minutes after take-off, we arrived at the mostly-empty Jose Marti International Airport. Fidel's people met us on the tarmac (despite giving up his formal role as commandante en jefe after falling ill several years ago, Fidel still has many people). We were soon deposited at a "protocol house" in a government compound whose architecture reminded me of the gated communities of Boca Raton. The only other guest in this vast enclosure was the president of Guinea-Bissau. (...)
(...)
I asked him, "At a certain point it seemed logical for you to recommend that the Soviets bomb the U.S. Does what you recommended still seem logical now?" He answered: "After I've seen what I've seen, and knowing what I know now, it wasn't worth it all."
I was surprised to hear Castro express such doubts about his own behavior in the missile crisis - and I was, I admit, also surprised to hear him express such sympathy for Jews, and for Israel's right to exist (which he endorsed unequivocally).
(...)
Jeffrey Goldberg - Jeffrey Goldberg is a national correspondent for The Atlantic. Author of the book Prisoners: A Story of Friendship and Terror, he has reported from the Middle East and Africa. He also writes the magazine's advice column
Tsutomu Yamaguchi é forte candidato ao prémio de ser humano mais azarado de sempre. Mas, vistas bem as coisas, até teve muita sorte. A 6 de Agosto de 1945, este engenheiro da Mitsubishi Heavy Industries estava em Hiroxima em viagem de negócios quando a primeira bomba atómica explodiu sobre o Japão. Sofreu queimaduras e ferimentos vários, mas, após uma noite num centro de abrigo, regressou a casa. Em Nagasáqui. Mesmo a tempo de ser atingido pelo segundo ataque nuclear dos EUA, na semana mais negra do Japão e da história dos conflitos mundiais.
(...)
Yamaguchi estava mesmo na linha de fronteira da zona crítica e foi atingido pelas chamas, que o apanharam do lado esquerdo. Perdeu todo o cabelo, ficou surdo, temporariamente cego e sofreu queimaduras no tronco. Teve a sorte de ser assistido, numa cidade onde mais de 90 por cento do pessoal médico pereceu de imediato na explosão.
Coberto de ligaduras, o engenheiro passou a noite num abrigo e, assim que pôde, tratou de regressar a casa. O Japão estava em estado de choque. O sistema de radar tinha dado o alarme, mas, tratando-se de apenas três aviões, ninguém achou que havia grande razão para preocupações.
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Yamaguchi estava no escritório, a explicar ao chefe como sobrevivera à carnificina de Hiroxima, quando a segunda (e última, até hoje) bomba atómica da história dos conflitos humanos deflagrou a cerca de três quilómetros de distância. Morreram 70 mil pessoas nesse dia e a radiação vitimou muitas outras nas décadas seguintes. Yamaguchi sobreviveu e tornou-se num convicto activista antinuclear. As pessoas ouvem-no. Ele sabe do que fala.
"Não consigo conceber como é que o mundo não percebe a agonia das bombas nucleares. Como é que continua a desenvolver estas armas?"
In O homem que sobreviveu a duas bombas atómicas - Jornal Público [on-line] Lisboa: PÚBLICO Comunicação Social SA, 28 de março de 2009. //jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=
Reflexões do companheiro Fidel
MUDANÇAS SAUDÁVEIS NO CONSELHO DE MINISTROS
Por ocasião das mudanças no seio do Executivo, algumas agências de notícias se rasgam as vestes.
Várias delas falam ou se tornam eco de boatos "populares" sobre a substituição dos "homens de Fidel" pelos "homens de Raúl".
Nunca foi proposta por mim a maioria dos que foram substituídos. Quase sem excepção chegaram as suas responsabilidades propostos por outros companheiros da direcção do Partido ou do Estado. Nunca me dediquei a esse ofício.
Jamais subestimei a inteligência humana, nem a vaidade dos homens.
Os novos ministros que acabam de ser nomeados foram consultados comigo, apesar de que nenhuma norma obrigava os que os propuseram a terem essa conduta visto que há tempo renunciei às prerrogativas do poder. Agiram simplesmente como revolucionários autênticos que levam em si mesmos a lealdade aos princípios.
Não se cometeu injustiça com determinados quadros.
Nenhum dos dois mencionados pelos telexes como sendo os mais afectados, pronunciou uma palavra para expressar inconformidade alguma. Não era em absoluto ausência de valor pessoal. A razão era outra. O mel do poder pelo qual não conheceram sacrifício algum despertou neles ambições que os conduziram a um papel indigno. O inimigo externo se encheu de ilusões com eles.
(...)
Fidel de castro Ruz
3 de março de 2009
In "Raul Castro realiza remodelação ministerial em Cuba" . Público [on-line] Lisboa, 02.03.2009. http://ultimahora.publico.clix.pt/notici
As coisas mexem e Raul Castro reforça o seu poder em Cuba.
Parece evidente a tensão entre Fidel e Raul, facções mais reformistas ou mais conservadores . O reforço do poder de Raul Castro é indispensável para ele governar por ele, e para mudar, de facto, o rumo político dos útlimos 50 anos.
Vamos ver como Raul se sai e se não vai haver uma contra ofensiva liderada por alguém próximo de Fidel, com essa legitimidade, efectiva, ou não.
Fidel não reflete há 15 dias. As suas opiniões intimidam muitos cubanos e não é indiferente as pessoas perceberem que ele não está de acordo com o rumo da política cubana - apesar do apelo que o próprio fez para que as pessoas não se sentissem intimidadas com as suas opiniões, claro que ele as expressa com sentido de influenciar, nem de outra forma poderia ser, vindo de quem vem.
Corre pelo circuito de e-mails uma citação, atribuída a Marx que diz o seguinte:
"Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável.
O crédito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado".
Karl Marx O Capital, 1867
___ Quanto é que este Sr. não valia nos dias de hoje _____________________________
Alguém voluntarioso acrescentou o à-parte que este senhor fazia muita falta nos dias de hoje.
Na verdade não valia nada hoje porque Karl Marx nunca escreveu o que está transcrito em cima: é uma ficção de alguém que gostava que Marx tivesse razão, mas não teve.
Karl Marx enganou-se completamente na sua análise da motivação Humana, nas suas previsões sobre o futuro da Humanidade bem como na sua expectativa sobre a evolução das sociedades e motivações Humanas.
A sua visão era de grande educador que achava que todas as pessoas do Mundo tinham que pensar como ele e descobrir o que ele achava evidente. A sua filosofia e as suas análises erradas inspiraram os regimes políticos mais crueis da história moderna e sistemas económicos completamente inoperantes e falhados. Tudo isso com evidente prejuízo e sofrimento dos trabalhadores e das populações dessas sociedades, que ele dizia defender contra o capital.
Os regimes inspirados na sua visão da Humanidade mataram e desrespeitaram física e intelectualmente milhões de pessoas que podiam ter sido livres e ter tido vidas compensatórias, que não tiverram. A sua herança é um drama de toda a Humanidade.
Karl Marx nunca teve razão, isso está provado hoje, da pior maneira possível.
Aqui fica publicado um desenho de Henrique Monteiro, com a devida vénia e com recomendação de consulta periódica ao HenriCartoon
E o Burro sou eu?
In Monteiro, H. - "E o burro sou eu?". HenriCartoon [on-line] Lisboa: HenriCartoon, 13 de Fevereiro de 2009. http://henricartoon.blogs.sapo.pt/. 14 de Fevereiro de 2009.
José Manuel Fernandes reflete, em editorial do Público, sobre as manifestações contra emigrantes em Inglaterra e sobre o desemprego dos portugueses em espanha. Tem uma perspectiva alarmista e algum tom de catástrofe. Cito só umas frases do início e do fim do texto, com recomendação de leitura:
«Quando ingleses se manifestam contra portugueses e italianos e de Espanha regressam muitos que lá iam buscar sustento, cuidado: o que separa a ordem do caos e a civilização da barbárie é uma fronteira tão frágil como uma fina camada de verniz. »
(...)
«(...)então o que hoje é uma crise pode tornar-se numa grave depressão e esta, pela sua própria natureza, pode degenerar no caos. Há alturas em que História volta para trás muito mais depressa do que andou para a frente.»
Pedro Sousa Tavares.
«Assassínios, provas de canibalismo, marcas da violência dos desmoronamentos, incêndios e tsunamis.
Desde 2004, uma equipa de investigadores portugueses vem revelando os segredos do primeiro ossuário conhecido das vítimas do terramoto de Lisboa. Já ganharam prémios internacionais, mas continuam a trabalhar de graça e sem apoios
In DN [on-line] Lisboa, 2 de Fevereio de 2009. http://dn.sapo.pt/2009/02/02/centrais/o_
Entrevista CM: Luís Nobre Guedes
Ex-ministro do Ambiente do Governo PSD/CDS, Luís Nobres Guedes está totalmente solidário com José Sócrates no caso ‘Freeport’.
In “É uma campanha cobarde contra Sócrates” - Correio da manhã [on-line] Lisboa, 1 de fevereiro de 2009. http://www.correiodamanha.pt/Noticia.asp
Sempre a ouvir previsões apocalípticas e pouco credíveis do fim do mundo em alterações climáticas drásticas e irreversíveis: sabe bem um inverno frio e chuvoso, com alguma - considerada - normalidade.
Este Janeiro foi o mais chuvoso dos últimos 30 anos
In Este Janeiro foi o mais chuvoso dos últimos 30 anos - DN [on-line] Lisboa, 1 de Fevereiro de 2009. http://dn.sapo.pt/2009/02/01/sociedade/e
Eu tenho vários colegas e amigos do PSD que me têm dito e repetido que a Dr.ª Manuela Ferreira Leite não chega às eleições à frente dos destinos daquele partido. É natural, porque são de Oeiras e em Oeiras os militantes do PSD são muito mais à frente, ou seja, Isaltínicos declarada ou veladamente sendo previsão correspondente aos seus desejos. Alguns dizem que o Pedro Passos Coelho avança, na altura certa.
Passos diz que "o PSD tem de lutar para ganhar as eleições"
PAULA SÁ
NATACHA CARDOSO
«Estratégia.
Adversário de Ferreira Leite quer programa eleitoral mobilizador.
In Sá, P., Cardoso N., - Passos diz que "o PSD tem de lutar para ganhar as eleições" DN [on-line] Lisboa, 30-01-2009. http://dn.sapo.pt/2009/01/30/nacional/pa
Crónica de Ferreira Fernandes no DN
«José Sócrates gamou? Um ministro que recebe luvas para tomar uma decisão, o que faz é gamar.»
(...)
"(...)não sei. Sobre os factos não sei nada, só posso ser testemunha abonatória de José Sócrates: ele é o melhor primeiro--ministro que já tive. Mas isso é irrelevante."
(...)
(...) [a investigação] Desde que chegou a Portugal, há dez dias, foi um ver se te avias de informações às pinguinhas. Sou do meio, sei do que falo: investigação jornalística, o tanas. Milho atirado.
In Fernandes, F. - DN [on-line] Lisboa, 30 -01-2009. http://dn.sapo.pt/2009/01/30/opiniao/os_
«O chefe de Estado iraniano sugeriu que os EUA “devem encontrar-se com as pessoas, falar com elas com respeito e pôr fim às políticas expansionistas”. E, “se querem mudança, devem pôr fim à sua presença militar no mundo, retirar as suas tropas e levá-las para o interior das suas próprias fronteiras.” Devem ainda, concluiu, “deixar de apoiar os sionistas [Israel], os fora-da-lei e os criminosos [implícita alusão aos dissidentes na sociedade civil e à resistência armada dos Mujahedin e-Khalq/Combatentes do Povo, recém-retirados pela UE da lista de grupos terroristas]; e não mais interferir nos assuntos de outros povos”.»
In Lopes, M.S. - Ahmadinejad quer que EUA peçam perdão pelos seus “crimes” . Público [on-line] Lisboa, 28.01.2009. http://ultimahora.publico.clix.pt/notici
Uma das grandes vantagens dos excessos das políticas do George Bush é que permitem que, agora, outros as tentem corrigir e que seja sentida por todos a necessidade dessas correcções de rumo.
Vamos ver o que é possível corrigir em todas as vontades que giram à volta destas questões.
WASHINGTON — Secretary of State Hillary Rodham Clinton said Tuesday that Iran had a “clear opportunity” to engage with the international community, amplifying the conciliatory tone struck a day earlier by President Obama toward Iran and the rest of the Muslim world.
Sketching out an ambitious diplomatic agenda, Mrs. Clinton also suggested that there could be some form of direct communication between the United States and North Korea. And she said relations with China had been excessively influenced by economic issues during the Bush administration.
Mrs. Clinton, in her first remarks to reporters since becoming the nation’s chief diplomat, said, “There is a clear opportunity for the Iranians, as the president expressed in his interview, to demonstrate some willingness to engage meaningfully with the international community.”
«Adelina Lagarto (...) foi hoje condenada a dois anos de prisão com pena suspensa pelo crime de subtracção de menor. »
«(...) a suspensão da pena fica condicionada à colaboração de Adelina Lagarto com a Justiça, no âmbito do chamado "caso Esmeralda".»
In Destak [on-line] Cascais: Metro News, Publicações, SA. 27 de janeiro de 2009. http://www.destak.pt/artigos.php?art=203
| Yuriko Nakao/Reuters |
| «Alex Weber diz-se preocupado por não ter sido "ainda possível conter a crise nos mercados financeiros”» |
«A crise financeira está a revelar-se mais grave do que o esperado e todas as medidas tomadas até aqui não conseguiram atenuar os seus efeitos, defendeu o presidente do Bundesbank, Alex Weber, numa entrevista ao diário “Bild”.»
Ainda mais grave ??
In Público.pt [on-line]Lisboa, 26 de Janeiro de 2009. http://economia.publico.clix.pt/noticia.a
Na sequência do post anterior, aqui publico nova reflexão de Fidel Castro, de 22 de janeiro, distribuída pelo corpo diplomático .
O sublinhado é meu. Sublinho onde ele diz que escreverá menos este ano para que as suas opiniões não inlfuenciem ou atrapalhem as tomadas decisão da nova direcção do PC Cubano. Avança desculpando estas decisões (eventuais) contraditórias ao seu pensamento com a gravidade da crise económica e a necessidade de decisões específicas a esta altura. Insiste que, em todo o caso, ninguém se deve sentir constrangido com as suas reflexões.
Finaliza chamando à atenção para todo o seu pensamento (os seus escritos) dos últimos 50 anos e supõe que não estará vivo daqui a quatro anos, aquando do final deste mandato do Obama.
O DÉCIMO-PRIMEIRO PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOSReflexões do companheiro FidelNa passada terça-feira 20 de Janeiro de 2009 assumiu a chefia do império Barack Obama como o Presidente número onze dos Estados Unidos, desde o triunfo da Revolução Cubana em Janeiro de 1959.Ninguém poderia duvidar da sinceridade de suas palavras quando afirma que irá converter seu país num modelo de liberdade, respeito pelos direitos humanos no mundo e pela independência dos outros povos. Sem que isto, é claro, ofenda quase ninguém, excepto alguns os misantropos num qualquer canto do mundo. Já afirmou comodamente que o cárcere e as torturas na base ilegal de Guantánamo cessariam de imediato, o que começa a semear dúvidas aos que rendem culto ao terror como instrumento indispensável da política exterior do seu país.O rosto inteligente e nobre do primeiro presidente negro dos Estados Unidos, desde sua fundação há dois séculos e um terço como república independente, tinha-se auto-transformado sob a inspiração de Abraham Lincoln e Martin Luther King, até se tornar em símbolo vivente do sonho americano.Não obstante, apesar de todas as provas suportadas, Obama não tem passado pela principal de todas. O quê fará quando o imenso poder que tomou em suas mãos seja absolutamente inútil para ultrapassar as insolúveis contradições antagónicas do sistema?Reduzi as Reflexões tal como me propusera para o presente ano, no intuito de não interferir nem estorvar os companheiros do Partido e do Estado nas decisões constantes que devem tomar frente a dificuldades objetivas derivadas da crise econômica mundial. Eu estou bem, mas insisto, nenhum deles deve se sentir comprometido por minhas eventuais Reflexões, a gravidade da minha doença ou pela minha morte.Revejo os discursos e materiais elaborados por mim ao longo de mais de meio século.Tive o raro privilégio de observar os acontecimentos durante muito tempo. Recebo informação e medito sossegadamente sobre os acontecimentos. Não espero desfrutar de tal privilégio dentro de quatro anos, quando o primeiro período presidencial de Obama tenha concluído.Fidel Castro Ruz22 de janeiro de 200918h30
Fidel Castro, desde que foi afastado do poder e sempre que tem saúde suficiente, escreve artigos vários e periódicos a que tem chamado reflexiones del companhero Fidel. Estes artigos têm sido publicados no site Cuba Debate sendo também enviados para inúmeros destinatários de todo o mundo através do corpo diplomático Cubano a que Fidel de Castro tem tido acesso . Tenho lido desde há um par de anos muitas destas reflexões. Nos últimos meses (talvez três meses) não foi emitido nenhum artigo de Fidel e ele deixou de aparecer em público o que pronuncia um agravamento significativo do seu estado de saúde. Ontem, 21 de janeiro, foi publicado, finalmente, um curto artigo de Fidel no referido site a propósito da visita a Cuba da presidente da Argentina, Cristina Kirchner , que ele recebeu. É este recente artigo que eu analiso neste post. O artigo também é aqui publicado.
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La conversación duró 40 minutos, el intercambio de ideas fue intenso e interesante como esperaba. Es una persona de convicciones profundas. No hubo debates. Cuando habló en el Aula Magna de la Universidad de La Habana, respondía rápidamente las preguntas de los estudiantes mostrando talento y capacidad de respuesta.
En la Escuela Latinoamericana de Medicina el encuentro fue emotivo; los cantos de los estudiantes campesinos de origen Guaraní con música e instrumentos típicos de esa etnia, dieron un tono especial al acto. Le obsequiaron una bata médica, se la colocó encima del traje de chaqueta y pantalón naranja.
De la ELAM salió para conversar conmigo.
Al hablar de Estados Unidos le señalé la importancia histórica para Cuba de que ayer a las 12 del día habían transitado 10 presidentes a lo largo de 50 años, en los que a pesar del inmenso poder de ese país no habían podido destruir la Revolución Cubana.
Expresé que no albergaba personalmente la menor duda de la honestidad con que Obama, undécimo presidente desde el 1 de Enero de 1959, expresaba sus ideas, pero que a pesar de sus nobles intenciones quedaban muchas interrogantes para responder. A modo de ejemplo me preguntaba: cómo podría un sistema despilfarrador y consumista por excelencia preservar el medio ambiente.
Muchos otros aspectos de política nacional e internacional de Cuba y de Argentina fueron abordados.
La capacidad de Argentina de producir alimentos y productos industriales con tecnología avanzada son factores decisivos para su desarrollo. Mencionó la capacidad de ingeniería informática para comercializar en el mercado mundial, en países como la India de gran interés para ella, que es en cambio muy fuerte en la creación de programas.
A Cristina le gusta consagrarse al trabajo y dedicarle todo el tiempo. No obstante es capaz de proteger sus derechos cuando viaja a otro país, imponer un número de horas para hacer ejercicios y adaptarse, lo cual todos respetan.
Fidel Castro Ruz
21 de enero de 2009
6 y 30 p.m.
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