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Quinta-feira, 18 de Agosto de 2011
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publicado por apólogo às 20:30
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Turismo e nostalgia do comunismo, uma mistura perversa
 
 

Roménia

 

Turismo e nostalgia do comunismo, uma mistura perversa

 
18 agosto 2011
 

Depois da China e da Coreia do Norte, é a vez da Roménia passar a ter, em breve, o seu circuito turístico glorificando o comunismo, conta o Romania Libera. Mais de 20 anos depois  da queda de Nicolae Ceauşescu, a ministra dos Negócios Estrangeiros anunciou a criação de um “itinerário da propaganda”, que incluirá os locais que marcaram a vida do “Conducator”(...)

http://www.presseurop.eu/pt/content/news-brief/867391-turismo-e-nostalgia-do-comunismo-uma-mistura-perversa
 
É por isso que nunca é demais explicar às pessoas que os regimes comunistas do século XX foram irmãos gémeos dos nazismo ... Com outras lógicas teóricas e outras justificações mas com as mesmas lógicas assassinas e práticas, de conquistar e conservar o poder e,sempre, sempre, com sacrifício dos seus próprios povos, que tinham acreditado nas diferenças.


publicado por apólogo às 20:29
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Novos dirigentes do Estado por concurso

Esta nova iniciativa deste Governo, de criar um Estatuto do Pessoal Dirigente do estado, tentando dar uma imagem de quem trava o clientelismo partidário, pode até ser eficaz do ponto de vista da opinião pública, mas só pode vir a resultar em mais um desastre completo e de difícil correcção no futuro.

 

Independentemente da forma final que resultar no novo estatuto, negociado com os sindicatos, a verdade é que a criação deste estatuto vai resultar na criação de mais burocracia, uma nova classe de funcionários públicos, mais concursos e comissões de análise, meses de ineficiências, processo em tribunal de quem não foi escolhido, mais contestação e condicionamento do poder político nas suas escolhas, por parte dos sindicatos, novas greves desta nova classe de funcionários, (quiçá a criação de um novo sindicato específico) e resulta numa medida que vai exactamente em sentido contrário ao que deveria ser; o sentido das medidas dos governos deveriam ser, sempre, na simplificação e não na burocratização!

 

Por outro lado, assistimos a hipóteses de regulação completamente absurdas, como sejam que os concorrentes ao lugar têm que ter licenciaturas a mais de 12 anos ou 8 anos (dependendo do cargo), assegurando, assim, os sindicatos uma força coorporativa de dificultar a entrada de novos dirigentes por mérito e continuando o princípio carreirista do tempo de serviço. Ter uma licencicatura há 12, ou mais anos não prova competência para nenhum lugar.  Tanto mais que nem se definem tipos de licenciaturas adequadas, consoante o cargo que seja ... O que seria, também, difícil em muitos casos.

 

Fala-se em mandatos de cinco anos, quando as legislaturas são quatro anos. Se fosse agora, o novo governo de Pedro Passos Coelho ia ter que aturar todos os funcionáriuos escolhidos por concurso anterior e pelo governo de José Sócrates, por mais dois ou três anos, por exemplo. Por outro lado, mesmo que os mandatos sejam de quatro anos ou cessem com a formação de novo governo, fazer um novo concurso e novas escolhas fará demorar pelo menos seis meses, até que novos funcionários estejam em funções. Limitar as escolhas do governo, neste campo, também é desresponsabilizá-lo em caso de fracasso. Não faz sentido. É uma nova palhaçada, parece-me bem à Santana Lopes. O problema é que vai deixar marcas e uma situação (quase) impossível de resolver no futuro.

 

É uma tentativa desajeitada de credibilizar a classe política mas é bem o exemplo, em meu entender, do que não se deve fazer nesse sentido. A credibilização da classe política deverá passar, mais por dizer a verdade às pessoas como Pedro Passos Coelho insistia na sua campanha e menos em medidas administrativas que, essas sim, descredibilizam completamente o sistema e, com ele, os políticos. O problema reside aqui! Nas ineficiências do sistema que efectam e prejudicam todos os portugueses e a imagem da classe política, também e em primeira linha.

 

Dizer a verdade às pessoas é simples: um governo é eleito para governar e deve governar com altos quadros superiores da sua confiança política. Logo, quando as pessoas votam já sabem que o governo vai nomear, conforme achar conveniente, pessoas da sua confiança de forma a poder levar a cabo a governação e a boa execução das suas políticas. Acresce que essas pessoas não podem ser escolhidas por concurso, tendo mesmo que ser nomeadas com eficácia e eficiência, de tempo e de escolhas, responsabilizando, assim, o governo por essas nomeações e pela boa execução das suas políticas. Quando o governo sai, essas pessoas têm que ir embora (a menos que sejam convidadas a continuar pleo novo governo). O novo executivo deve ter o poder de nomear quem achar melhor, para governar bem. É assim que deve ser e é isso que deve ser assumido pela classe política, em relação aos seus eleitores.

 

Este simulacro de concurso, meio concurso, meio escolha do governo, e este novo estatuto burocrático, vai ser um veículo de guerras, ineficiência, mais burocracia e força sindical, prejudicando a classe política e todos os cidadãos que qurem uma coisa só: que os governos governem bem e resolvam os problemas. Nada mais.



publicado por apólogo às 17:09
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Quinta-feira, 4 de Agosto de 2011
Cada um tem o que merece

Há dias, num comentário no facebook, alguém jovem disse que até gostava do sistema capitalista, mas que era um sistema que não era justo porque não recompensava o mérito. A observação é pertinente e inteligente, mas falta-lhe mais informação.

 

Contextualizando, o comentário foi feito no meio de críticas ao capitalismo, observações de que o capitalismo tinha "falido" (feitas pela mesma pessoa) e por causa de alguém que colocou uma citação antiquada do Saramago, que dizia que os problemas actuais (da Humanidade, das pessoas) tinham a ver com o desenvolvimento tecnológico, falta de comunicação e individualismo.

 

Debruçando-me só sobre o comentário, nada é mais falso, assim dito. Mas nada é mais verdadeiro, se o aplicarmos ao "capitalismo à portuguesa". As gerações mais jovens não têm noção de que o que temos não é capitalismo, propriamente dito, ou se quisermos, é só um tipo distorcido de capitalismo, construído pela sociedade do pós-25 de Abril. O sistema, em Portugal, não é carne nem é peixe. É um sistema de inspiração capitalista, sem dúvida, mas demasiado regulado, com demasiadas leis e com demasiada influência dos governos, do poder e dos lobbies políticos, na economia. E esta regulamentação e influência, em Portugal e noutros países da Europa altera completamente o funcionamento normal do sistema, criando permanentes "fogos" a que alguém (dos lobbies políticos) acha por bem acudir, conforme os seus interesses políticos (ou económicos escondidos) e não consoante o interesse das pessoas, do mercado e da economia.

 

Esta interferência de grupos políticos, que gostam de ter este poder acrescido, em nome da redistribuição de riqueza e da compensação dos problemas das camadas mais desfavorecidas, na minha opinião é demasiado profunda e altera, dessa forma, as motivações económicas das pessoas, que fazem parte da sociedade e da economia. A alteração das motivações altera o funcionamento do sistema, alterando os seus resultados. As pessoas, acham que mais vale cair em graça do que conseguir ser engraçado. Alguém, sempre, ocorre para compensar o que for necessário (As Câmaras, o Governo, seja quem for, tem que compreende que corre mal).

 

Acresce que esta intervenção excessiva do estado na economia é feita com o dinheiro dos impostos, em excesso também, de todos e, como mesmo assim nunca chega, com dinheiro emprestado dos estrangeiros, que poupam o que nós já não poupamos e emprestam-nos as suas poupanças, com juros. E assim foi aumentando, sempre e sempre, a dívida pública. Este sistema, que não é o sistema capitalista e não compensa, de facto o mérito. E isso altera tudo.

 

Um sistema capitalista compensa o mérito. Um sistema democrático proporciona que todos, e não só elites de poder ou aristocráticas, possam ter mérito e possam obter recompensas satisfatórias, para si e para as suas famílias. É um sistema mais justo, que recompensa quem consegue chegar mais longe, quem consegue merecer, quem se esforça, quem vê onde os outros não vêem, quem faz mais, onde os outros não fazem, etc. No entanto, ninguém disse que um sistema justo tem que ser equilibrado. Ou disse? Esta justiça do mérito, mesmo democrática, deixa muita gente de fora, muita gente que não consegue ter mérito suficiente, mesmo quando se esforça, ou não se esforça, mas não consegue chegar. Cria, no entanto, mais riqueza e, com isso, mais desiquilíbrio. Mesmo que todos tenham mais, há sempre uma pequena maioria que tem mais que os outros todos.

 

O que conta? Todos terem mais, mesmo com desiquilíbrios, ou todos terem menos e estarem mais equilibrados???? Esta é a velha história de saber se as pessoas querem ganhar mais, mesmo que os vizinhos ganhem ainda mais do que elas ficando a ganhar em poder de compra mas, aparentemente, talvez perdendo em status (por comparação), ou se preferem não ganhar mais, desde que os vizinhos ganhem menos do que elas perdendo em poder de compra mas ganhando em status (?). Ficar pior ou igual, mas melhor que o vizinho, por comparação, vale mais do que estarem todos melhores mas o vizinho estar ainda melhor? Aparentemente há muitas pessoas que escolhem a opção de ficarem piores, desde que quem as rodeia não fique melhor do que elas: preferem as aparências e o status mais elevado (por comparação com os outros que os rodeiam)  a ficar, de facto, melhor financeiramente. São, talvez, reflexos da inveja social. Mas nem todos são assim. Muitos preferem, de certeza, a sua realização pessoal, independentemente dos outros.

 

Em Portugal continuamos pobrezinhos mas honrados, continuamos humildes com a mania das grandezas, e naifs o suficiente para pensar que somos todos iguais. E somos, sim ... Mas uns ... São mais iguais que outros!!!! Agora temos um problema grave: não há dinheiro para pedir a um ceguinho para cantar, no metro, não há dinheiro para igualdades e as pessoas não têm poupanças, para os tempos difíceis, não vão ter quem as acuda enfim, não estão preparadas para o nível de sofrimento social que aí vem. É uma pena.



publicado por apólogo às 18:16
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Terça-feira, 2 de Agosto de 2011
A China inova em Robots ...

Nós já sabemos que o Mundo pula e avança ... Sim. Já não é de agora, mas agora damos mesmo por isso. Também sabemos que na China, apesar de tudo, não é só gente a trabalhar. Têm tecnologia de ponta, grandes linhas de montagem  automáticas também. Mas, a sua grande força económica tem sido a mão-de-obra barata, ao jeito da fuga dos campos para a cidade, na Europa do século XIX ou da mão-de-obra barata existente na Europa destruída do pós-guerra (2ª Guerra Mundial), facto que tem permitido a este país produzir e exportar todo o tipo de bens, para todo o Mundo, a preços competitivos e conseguir, com isso, absorver uma parte crescente da riqueza dos páises desenvolvidos.

Um grupo Chinês quer instalar um milhão de robots para substituir mão-de-obra intensiva e contornar os custos crescentes da mão-de-obra, tornando os sues produtos mais competitivos e permitindo aos seus trabalhadores tarefas mais "estimulantes".

A China inova.

Ocorreu-me um pensamento:  o exemplo, sendo bem sucedido, permite diminuir muito a mão-de-obra envolvida na produção e acresce as pessoas ainda necessárias de mais qualificações. Como reflexo da transformação económica que estamos a atravessar, em todo o mundo, a mão-de-obra mais qualificada vai, também, ficar mais barata, mesmo nos países mais desenvolvidos. O exemplo, a ser bem sucedido, permitirá demonstrar, talvez, que uma fábrica com um milhão de Robots pode ser construída e funcionar em qualquer parte do Mundo, quiçá com vantagem nos países desenvolvidos e a preços competitivos, não necessita de ser na China...


Trabalhadores de fábricas do iPhone substituídos por robôs

 

O grupo chinês Foxconn Technology, fabricante de produtos Apple como o iPhone e o iPad, planeia substituir os trabalhadores das suas linhas de montagem por máquinas.

 

(...) A Foxconn, fabricante de iPhones e iPads - também associada a marcas como a Nokia, a Nintendo e a Sony -, dispõe já de 10 mil robôs nas suas linhas de montagem na China, mas planeia chegar a um milhão nos próximos três anos (...)

 

(...) Apesar do seu crescimento económico, a Foxconn tem sido criticada pelas fracas condições de trabalho que oferece. Em 2010, resultado dos múltiplos suicídios registados entre os funcionários das suas fábricas, fez uma revisão laboral e mais que duplicou os salários na fábrica de Longhua, embora se mantenham muito baixos: de 900 yuan (aproximadamente €98) para 2000 yuan (€218). (...)

 

 02 Ago 2011



publicado por apólogo às 20:30
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Segunda-feira, 1 de Agosto de 2011
Os bancários eo subsídio de desemprego ...

 

 

Com a justificação que os bancários nunca ficam desempregados uma percentagem dos seus descontos é encaminhada para o SAMS, ao invés de fazer parte do bolo total de descontos da segurança social.

 

Os bancários vivem a situação excepcional de descontarem menos que os outros trabalhadores para o Estado, sendo a verba remanescente encaminhada para o SMAS. Assim, com esta justificação, os bancários vivem, desde há vários anos, a situação de privilégio de serem a única classe em Portugal que se permite descontar menos para o Estado e, portanto, fogem ao sistema de redistribuição de riqueza, com esta verba, sendo utilizada em seu benefício próprio, num sistema serviços de saúde  ímpar, só para eles  (e seus familiares, ainda por cima , mesmo que não sejam bancários e nunca tenham descontado !!!! ).

 

Isto só foi possível porque são uma classe profissional com grande força sindical (os bancos até foram todos nacionalizados, lembram-se?) e que aufere de rendimentos acima da média. Ao ser permitido que quem ganha mais que a média desvie verbas dos descontos em benefício de serviços de saúde , ou outros, próprios, excepcionais e de elite, foi cometido uma grnde injustiça social e é comprometido o sitema de redistribuição de riqueza de base tributária progressiva, previsto na constituição da república portuguesa. E isto tudo feito, também, pelas forças de esquerda, que defendem os estes princípios de redistribuição de riqueza e o Estado Social, tentando evitar lutas sindicais e contentar clientelas que gravitam em volta dos partidos (PS - PSD). Ou otros partidos foram atrás, ninguém se tendo atrevido a contestar publicamente esta política.

 

 

"após vários anos de querela com o Ministério da Saúde, relativamente à situação dos beneficiários dos SAMS face ao SNS, é celebrado em 6.10.99 um protocolo com o IGIF – Ministério da Saúde, que põe fim ao diferendo, reconhecendo os direitos dos nossos beneficiários e atribuindo uma compensação aos SAMS por estes suportarem despesas que cabem ao Estado."

http://www.sams.pt/sams/sams.asp?temaId=77&root=SAMS&url=/include/viewfile.asp&filename=%2Ffiles%2Fdossier%2F28%2F3Historia%2FHistoria%2Ehtm&self=1&fromDestaques=1

 

 

 

 

Isto configura, no entanto, uma situação completamente injusta socialmente, uma vez que, como já foi dito, a uma classe social com redimentos acima da média nacional é permitido gerir serviços sociais e de saúde próprios, com receitas retiradas aos impostos, situação que mais nenhuma classe em portugal goza. Como é fácil de ver, se todos os trabalhadores que ganham rendimentos acima da média puderem fazer o mesmo descontando menos que os outros, ficam os trabalhadores de menor rendimento a descontar ... Não há dinheiro para Serviço Nacional de Saúde, nem para outros subsídos, reformas, etc, etc,

 

Agora vão ficar (que nunca ficavam) 750 bancários desempregados, funcionários do Banco Português de Negócios. No entanto, não têm direito a subsídio de desemprego, porque prescindiram desse direito para terem os seus serviços própiros, de elite.

 

O Sindicato já veio dizer que esta é uma situação de excepção e que têm que ser criados mecanismos de excepção... Ou seja, estão a pressionar para o Governo criar um subsídio de desemprego excepcional para os bancários, a pagar do dinheiro dos contrinbuintes que não têm direito a SAMS nem a serviços d elite e que sempre descontaram tudo, para todos. O mecanismo de excepção, a existir, tem que ser criado pelos sistemas próprios de segurança social dos bancários, pelos sindicatos dos bancários, pela solidariedade dos seus colegas, se for caso disso. Não pelo Estado e não através dos impostos dos outros trabalhadores que não são bancários. Vamos ver se o novo primeiro-ministro, de facto, inaugura uma nova era e se mantém firme, não indo em cantigas. A ver vamos.



publicado por apólogo às 18:42
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Quinta-feira, 28 de Julho de 2011
Maddie McCann

 http://www.findmadeleine.com/index.html

 

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Desaparecimento_de_Madeleine_McCann

 

http://economico.sapo.pt/noticias/policia-indiana-investiga-adn-para-saber-se-maddie-foi-encontrada_123611.html



publicado por apólogo às 15:16
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Contra o Despotismo e Liberdade: Bocage

Contra o Despotismo

 

SANHUDO, inexorável Despotismo

Monstro que em pranto, em sangue a fúria cevas,

Que em mil quadros horríficos te enlevas,

Obra da Iniquidade e do Ateísmo:

 

Assanhas o danado Fanatismo,

Por que te escore o trono onde te enlevas;

Por que o sol da Verdade envolva em trevas

E sepulte a Razão num denso abismo.

 

Da sagrada Virtude o colo pisas,

E aos satélites vis da prepotência

De crimes infernais o plano gizas,

 

Mas, apesar da bárbara insolência,

Reinas só no ext'rior, não tiranizas

Do livre coração a independência.

 

Liberdade

 

 LIBERDADE, onde estás ? Quem te demora ?

Quem faz que o teu influxo em nós não caia ?

Porque (triste de mim !) porque não raia

Já na esfera de Lísia a tua aurora ?

 

Da santa redenção é vinda a hora

A esta parte do mundo, que desmaia.

Oh ! Venha... Oh! Venha, e trémulo descaia

Despotismo feroz, que nos devora !

 

Eia! Acode ao mortal que, frio e mudo,

Oculta o pátrio amor, torce a vontade.

E em fingir, por temor, empenha estudo.

 

Movam nossos grilhões tua piedade;

Nosso númen tu és, e glória, e tudo,

Mãe do génio e prazer, oh Liberdade!

 

Bocage


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publicado por apólogo às 12:00
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Quarta-feira, 27 de Julho de 2011
Água mole em pedra dura: Pedro Passos Coelho e Belmiro de Azevedo

Em 2005, por oportunidade das eleições legislativas, as primeiras ganhas pelo engº José Sócrates, Belmiro de Azevedo dizia que se fosse ele, tratava o governo do país como se uma empresa fosse. A este propósito, defendia que Portugal só deveria ter 10 ministros , um ministro por cada Milhão de habitantes.

 

Água mole em pedra dura, vai batendo e fura, fura !!! Seis anos depois, Pedro Passos Coelho defende 10 ministros para o Governo ... Só não defendeu 4 Super-ministros e seis ministros dependentes destes, tipo ministros SG Gigante e ministros SG Filtro ,conforme defendeu Belmiro de Azevedo, na altura.

 

Descubra as coincidências.

 

Aqui fica em baixo, o post publicado, na altura, netse BLOG.

 


Post publicado originalmente em 23 de fevereiro de 2005, com o tótulo: O Engº Belmiro e a política

 

Depois de ter vindo a publico falar contra um líder de um partido político, no caso o Dr. Santana Lopes, antes destas eleições, o Eng.º Belmiro de Azevedo vem agora dizer ao futuro primeiro-ministro como é que se forma um governo. Será uma cobrança ?

Diz ele estas coisas tão espantosas, no Diário Económico de hoje:

"A dimensão de Portugal tem de influenciar a formação de um Governo, da mesma forma que a dimensão de uma empresa determina o número de membros do seu conselho de administração". Assim, para um país de 10 milhões de habitantes, bastaria um ministro por cada milhão. "São contas fáceis. Um ministro representaria um milhão de portugueses"

"Se eu formasse um Governo", avança Belmiro, "dividiria a equipa em quatro grandes áreas, atribuindo cada uma delas a um ministro com muito poder. Os seis ministérios que faltam seriam, então, entregues a ministros que operavam na área de influência dos primeiros"

Ficamos felizes porque observamos que o Eng.º Belmiro de Azevedo é forte em contas. Assim, um país com 60 milhões de habitantes tem 60 ministros e os Estado Unidos têm 240 ministros. Na China é necessária uma província inteira para albergar todos os governantes daquela gente toda, e um país com um milhão de habitantes só tem primeiro-ministro, com direito a secretária particular . E eu nem precisei de calculadora para fazer estas contas, nem nada !

Não parece que os assuntos que, num estado, justificam um ministério, tenham a ver com o número dos seus habitantes. Alguém devia ensinar o Sr. Eng.º Belmiro de Azevedo, que um País não é uma empresa. Os ministros não têm como função representar os habitantes, os deputados é que têm. Dizer estas coisas, desculpe, é ser políticamente néscio. Os assuntos que, num país, merecem ter um ministérios têm a ver com obrigações internacionais e locais, com opções políticas e com o perfil das pessoas disponíveis ( se acumulam ou não pastas ). A quantidade de funcionários do estado e da estrutura dos serviços é que tem a ver, em parte, com o número de habitantes. Não o Governo. E, também, não se poupa nada de especial por ter menos um ministro ou dois, se formos por esse campo.

A teoria dos super-ministros e ministros normais lembra-me o tempo em que eu fumava : SG gigante ou SG filtro. Ter dois tipos de ministros, é galhofeiro.Não parece que concentrar poder de decisão política, em matérias muito diferentes e em três ou quatro pessoas, seja benéfico ainda tornando muito mais difícil encontrar pessoas com o perfil adequado para tal. 

Não se vislumbra o que acontecia aos secretários de estado mas, para não ficar tudo na mesma, vá de os extinguir : isto digo eu !

Sr. Enginheiro, dedique-se a governar a suas empresas o que, parece, tem feito bem e deixe para os políticos eleitos, e competentes como tal, fazerem os seus governos  pelos quais, aliás,  vão ser os únicos responsáveis !

Muito obrigado



publicado por apólogo às 12:00
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A filosofia prestes a ceder aos golpes da adversidade, e outro: Bocage

A filosofia prestes a ceder aos golpes da adversidade

 

TENHO assaz conservado o rosto enxuto

Contra as iras do Fado omnipotente;

Assaz contigo, oh Sócrates, na mente

A dor neguei das queixas o tributo.

 

Sinto engelhar-se da constância o fruto,

Cai no meu coração nova semente;

Já me não vale um ânimo inocente;

Gritos da Natureza! Eu vos escuto.

 

Jazer mudo entre as garras da Amargura,

De alma estóica aspirar à vã grandeza,

Quando orgulho não for, será loucura.

 

No 'spírito maior sempre há fraqueza.

E, abafada no horror da desventura.

Cede a filosofia à Natureza.

 

Extrai da glória alheia o seu desdoiro

 

Eis da Virtude o templo rutilante

Sacerdote ancião, de rubra veste,

Compassa pelo cântico celeste,

Meneado turíbulo fumante,

 

Do pio aroma, do vapor fragrante

O giro salutar consome a peste

Do vício, que debalde encara, investe

Turba de heróis às aras circunstante.

 

No sólio majestoso a deusa, abrindo

Aos alunos fiéis almo tesoiro,

Dobra o preço a seus dons em dar, sorrindo.

 

E à porta que volteia em quícios de oiro,

A Inveja, prenhe de áspides, bramindo,

«Extrai da glória alheia o seu desdoiro»

 

Bocage


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publicado por apólogo às 11:45
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Sábado, 23 de Julho de 2011
Nem de propósito, depois do post sobre Hess e os extremistas ...

 

Polícia ainda não confirmou o nome de Anders Behring Breivik

Suspeito detido é um “fundamentalista cristão”

23.07.2011 - 11:22 Por PÚBLICO

 

 

"Um dia após os brutais ataques de ontem na Noruega, de que resultaram 91 mortos, permanecem ainda em mistério os motivos do suspeito autor detido pela polícia, mas os primeiros dados estão a revelar tratar-se de um “fundamentalista cristão”, adepto da caça e dos jogos de vídeo, com ligações à extrema-direita e ideologia anti-muçulmana."

 

23-07-2011



publicado por apólogo às 15:36
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Sexta-feira, 22 de Julho de 2011
Rodolf Hess e a loucura humana

"A Alemanha decidiu na quarta-feira desenterrar os restos mortais de Rudelf Hess, antigo membro do Partido Nazi e um dos mais leais seguidores de Adolf Hitler, para pôr termo a um ritual de peregrinação que levava, ano após ano, milhares de nacionalistas neo-nazis à campa de Hess no dia do aniversário da sua morte"

 

 

http://sol.sapo.pt/inicio/Internacional/Interior.aspx?content_id=24645~

 

22-07-2011

 


 

A história não se repete! Defendem uns. Quem disse que não se repete? - Perguntam outros.

 

A evolução conhecida das civilizações tem tido um caminho, mas não é um caminho linear. Na verdade é um caminho sinuoso e que depende de inúmeras variáveis que, juntas, vão movendo o mundo, no que às nossas sociedades diz respeito.

 

Nada indica que, neste caminho e nestas interacções a história não se repete, de uma forma ou outra. A verdade é que as guerras e o acto do genocído, a perseguição de umas civilizações por outras, num caminho e numa lógica de competição pelo espaço e pelos bens, reflexo que Darwin captou muito bem no seu estudo das espécies, tem sido uma constante, ao longo da história. Várias sociedades humanas comtemporâneas aprendem, cada vez mais, uma lógica de cooperação e de obtenção de vantagens comuns, através da cooperação a nível mundial mas este efeito não é uma linha recta ou curva evolutiva com sentido determinado.

 

Grupos que preservam legados históricos de ADN de competição exacerbada, dominação e assassínio dos competidores continuam a proliferar, em todos os continentes. E não são só nazis, esses são só símbolos odiosos desta forma de estar e servem de cortina que cobre todos os outros grupos congéneres, cheios de convicções dogmáticas da mesma génese: comunistas, fascistas, ideólogos das raças, salvadores das pátrias, extremistas religiosos cristãos, muçulmanos, indus ou outros, terrorismos sem respeito pela vida humana e pelos povos, nazis ... Enfim, são todos, todos, da mesma raça ... E andam todos, todos, por aí espreitando a oportunidade de se imporem ...

 

A história, de uma maneira ou de outra, vai-se repetindo, de formas diferentes... Penso eu de que ...



publicado por apólogo às 14:16
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BALADA DA NEVE - AUGUSTO GIL

BALADA DA NEVE



Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.

É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho...

Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.

Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria...
Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!

Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho...

Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança...

E descalcinhos, doridos...
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!...

Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!...
Porque padecem assim?!...

E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
e cai no meu coração.
 
 
 
AUGUSTO GIL

(1873-1929)
 
 http://www.eb23-augusto-gil.rcts.pt/augil.html
 


publicado por apólogo às 10:00
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Quinta-feira, 21 de Julho de 2011
Saramago e Bernardino Soares

José Saramago:

 

 “a Bíblia é um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana”.

 

“A Bíblia passou mil anos, dezenas de gerações, a ser escrita, mas sempre sob a dominante de um Deus cruel, invejoso e insuportável. É uma loucura!”

 

“Mas há coisas muito mais idiotas, por exemplo: antes, na criação do Universo, Deus não fez nada. Depois, decidiu criar o Universo, não se sabe porquê, nem para quê. Fê-lo em seis dias, apenas seis dias. Descansou ao sétimo. Até hoje! Nunca mais fez nada! Isto tem algum sentido?”

 

18-10-2009

 

Longe vão os tempos, pelos vistos, de ateísmo militante do PCP. Bernardino Soares, líder parlamentar do PCP citou ontem o parlamento o Antigo Testamento, o Livro do Levítico, para condenar a cobrança de juros a Portugal, pelos empréstimos da Troika !!!!! Não dá para acreditar ... lollll ...

 

O comunismo é, na verdade, também uma manual de maquiavélicas práticas, conforme ficou demonstrado. É um conjunto de trouxas a embrulhar Dogmas e Verdades Superiores incontestáveis, mas, por isso mesmo, a rivalidade entre dogmas e a disputa de influências nos rebanhos, leva-os a desprezar e, até, perseguir as outras fontes de doutrina sendo, a mais forte de todas, a religião católica, em Portugal. Admira, assim, esta iniciatibva de Bernardino Soares.

Por outro lado, uma citação do antigo testamento ainda por cima deste livro ligado às interpretações mais radicais e conservadores, além de intimamente ligado ao povo judaico,é algo um pouco surrealista, no personagem, acho eu !!!! Porque o novo testamento já veio acrescentar outra dimensão interpretativa ao antigo, revendo antigas ideias e modernizando-as, valorizando os Homens e acabando com o Deus cruel, castigador e inplacável, tão bem criticado por saramago.

Mas, nos tempos que correm possívelmente é o vale tudo para atacar o capitalismo: aquela passagem tenta moralizar o empréstimo de dinheiro, impedindo a cobrança de juros nos empréstimos a quem não tem possibilidade de os pagar ... :)))

"O PSD defendeu que o ministro da Economia quer é a sustentabilidade da dívida, com o social-democrata Paulo Batista Santos a dizer que os comunistas querem é que o país não pague o que deve.

 

“Imaginemos que vossa excelência se dirigia à mercearia do Sr. deputado Bernardino [Soares] e iria comprar um quilo de pregos, e pedia crédito ao Sr. Bernardino, naturalmente, como pessoa honesta teria de imediato o crédito. Ainda vossa excelência não ia a sair a porta e já estava a dizer que não pagava a dívida. É isso que vossas excelências vieram aqui defender ao Parlamento”,  acusa Paulo Batista Santos.

 

O líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, deu o “troco”, recorrendo a uma citação da Bíblia.

 

“Se um dos teus irmãos empobrecer e não satisfizer as suas obrigações contigo, protegê-lo-ás, não receberás dele lucro ou juro algum, não lhe emprestes o teu dinheiro com juros nem lhe dês os teus mantimentos para disso tirar proveito (levítico, 25,35-37). Está escrito no Velho Testamento, não é nenhum comunista que o diz”, declarou Bernardino Soares.


  RR 20-07-2011

 

 


 

Levítico 25:35-55

 

Redenção do irmão pobre


35) Também, se teu irmão empobrecer ao teu lado, e lhe enfraquecerem as mãos, sustentá-lo-ás como estrangeiro e peregrino viverá contigo.

36) Não tomarás dele juros nem ganho, mas temerás o teu Deus, para que teu irmão viva contigo.

37) Não lhe darás teu dinheiro a juros, nem os teus víveres por lucro.

38) Eu sou o Senhor vosso Deus, que vos tirei da terra do Egito, para vos dar a terra de Canaã, para ser o vosso Deus.

39) Também, se teu irmão empobrecer ao teu lado e vender-se a ti, não o farás servir como escravo.

40) Como jornaleiro, como peregrino estará ele contigo até o ano do jubileu te servirá

41) então sairá do teu serviço, e com ele seus filhos, e tornará à sua família, à possessão de seus pais.

42) Porque são meus servos, que tirei da terra do Egito não serão vendidos como escravos.

43) Não dominarás sobre ele com rigor, mas temerás o teu Deus.

44) E quanto aos escravos ou às escravas que chegares a possuir, das nações que estiverem ao redor de vós, delas é que os comprareis.

45) Também os comprareis dentre os filhos dos estrangeiros que peregrinarem entre vós, tanto dentre esses como dentre as suas famílias que estiverem convosco, que tiverem eles gerado na vossa terra e vos serão por possessão.

46) E deixá-los-eis por herança aos vossos filhos depois de vós, para os herdarem como possessão desses tomareis os vossos escravos para sempre mas sobre vossos irmãos, os filhos de Israel, não dominareis com rigor, uns sobre os outros.

47) Se um estrangeiro ou peregrino que estiver contigo se tornar rico, e teu irmão, que está com ele, empobrecer e vender-se ao estrangeiro ou peregrino que está contigo, ou à linhagem da família do estrangeiro,

48) depois que se houver vendido, poderá ser remido um de seus irmãos o poderá remir

49) ou seu tio, ou o filho de seu tio, ou qualquer parente chegado da sua família poderá remi-lo ou, se ele se tiver tornado rico, poderá remir-se a si mesmo.

50) E com aquele que o comprou fará a conta desde o ano em que se vendeu a ele até o ano do jubileu e o preço da sua venda será conforme o número dos anos conforme os dias de um jornaleiro estará com ele.

51) Se ainda faltarem muitos anos, conforme os mesmos restituirá, do dinheiro pelo qual foi comprado, o preço da sua redenção

52) e se faltarem poucos anos até o ano do jubileu, fará a conta com ele segundo o número dos anos restituirá o preço da sua redenção.

53) Como servo contratado de ano em ano, estará com o comprador o qual não dominará sobre ele com rigor diante dos teus olhos.

54) E, se não for remido por nenhum desses meios, sairá livre no ano do jubileu, e com ele seus filhos.

55) Porque os filhos de Israel são meus servos eles são os meus servos que tirei da terra do Egito. Eu sou o Senhor vosso Deus.


publicado por apólogo às 19:49
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Quarta-feira, 20 de Julho de 2011
Ronald McDonalds os gordos e o preconceito...

Surpreende como as pessoas vão passando ideias e factos pouco reais e como o fazem convencidas, elas mesmo, que estão a dizer coisas de jeito. Vem isto a propósito da obesidade em geral, e da obesidade infantil em particular, tema mais atual, por estes dias.

 

Quando se fala em obesidade, vem logo ao tema o McDonalds, considerando a polémica que há vários anos persegue aquela cadeia de restaurantes. O nível de exigência de associações militantes de qualquer coisa tem aumentado consideravelmente. Muitas associações destas culpam o McDonlads pelo facto das pessoas serem obesas nos Estados Unidos. Dois pontos, aqui chegados: a situação nos Estados Unidos não tem paralelo muito próximo, com a situação em Portugal, neste campo. Mas mesmo naquele país, é discutível que esta ideia resista a alguma argumentação evidente e que pode levar a conclusões contrárias.

 

Mas existem preconceitos esquisitos, e o preconceito McDonalds é um deles. Há dias um nítido atrasado mental, sobre este assunto, dizia no facebook que não gostava do McDonalds porque não gostava do palhaço (o Ronald) porque não tinha graça e porque tinha "ar de pedófilo". Argumento exagerado, cheio de raiva e despropositado, completamente fora de contexto, que conceitos económicos se discutiam. Mas é mesmo argumentação de preconceito e preconceito é uma forma de estupidez.

 

No caso português, por exemplo, esta percepção, importada das polémicas americanas, não tem muito de verdade. É mais uma desculpa com que as pessoas gostam de se aliviar, mutuamente. Encontrado um culpado para as coisas, então está tudo bem, estamos de conciência tranquila.

 

Há uns meses uma colega minha levou a filha, com cerca de 12 anos, com ela e eu reparei que a miúda estava notoriamente gorda, para a idade. Uns dias depois, a minha colega levantou a questão, em conversa, porque a filha estava de dieta (tinha ido ao médico para esse efeito) e eu aproveitei, para perguntar como ela tinha ficado assim tão gorda, ou seja, tentava saber, diplomáticamente, como a tinham deixado chegar ao ponto de ter que ir ao médico para ser obrigadana fazer uma dieta, já obesa, (isso tudo com 12 anos !!!) em vez de terem detetado a tempo essa evolução e corrigido. Resposta dela: nos últimos anos, na escola, davam-lhe comida a mais, no refeitório e ela (a mãe) não podia fazer nada. Bem, pelo menos não foi o McDonalds, mas como desculpa é fraca. Não conheço o pai, mas a minha colega, que conheço há um ano, não tem feito, ela própria nada mais do que engordar e está notorimante com mais peso que quando a conheci. E ela, não come na escola da filha !!!! E bem precisava também de uma dieta.

 

Há dias, estava a tomar um café, num balcão, quando uma miúda de cerca de 10 anos se aproxima do balcão e pede um pastel de nata.  Voltou para uma mesa, onde estava com a avó e toda satisfeita, sorria por todos os lados, com o pastel num prato. Eram cerca de duas horas da tarde, a avó e a neta tinham acabado de almoçar e a avó tinha ido ao café da vizinhança tomar um cafézinho e codrilhar um pouco, com outras vizinhas, doutras mesas. A miúda tinha peso a mais, notoriamente, era bem gordinha, da comida que comia em casa da avó, dos pais, eventualmente, e das goluseimas que lhe compravam, como um pastel de nata logo a seguir ao almoço. Não vão parar de a alimentar como ela quer, de lhe comprar doces, até ela ter doze ou treze anos e dez a quinze quilos a mais do que devia, se pararem ... Ninguém vai ligar ...

 

Outro miúdo gorducho comia um gelado de chocolate, uma destas tardes, no Colombo ... Hoje e há uns dias, no Dolce Vita e num starbucks, jovens mamãs davam bolos aos pedaços aos bebés, com pouco mais de um ano, bem alimentados, como guloseima... Pedaços queques cheios de gordura, de embalagens individuais fechadas, quiça comprados no Lidl, ou parecido - baratos, de pouco valor alimentício  e muito valor calórico, duram muitos dias dentro da embalagem, e estão cheios de gordura e de um bolo de chocolate, cheio de creme, respectivammente. Outro miúdo com cerca de dez anos e peso a mais, comia croissants do género dos queques referidos atrás: a mãe era nítidamente gorda e sempre fora, vía-se, e o pai, não sendo demasiado gordo, tinha uma barriga proeminente de quem se farta de beber "bjecas" com amigos elogiando os rabos femininos bonitos que passam que, no entanto, a última coisa que pensam na vida é olhar para uma barriga daquelas.

 

Os exemplos estão por todo o lado. Tenho a convicção empírica que quase toda esta gente me falaria mal do McDonalds, mesmo levando lá os filhos de vez em quando, mas não reparam em tudo isto que eu descrevi e que observamos todos os dias, em todo o lado: qualquer prato de comida portuguesa, de carne de porco farta, de refogados, cheio de batatas cozidas ou fritas, mais arroz, mais massas com fartura, mais natas, mais queijos, mais pão, mais ovos, mais doces, mais gelados, mais bolos, mais vinhos, mais molhos, mais azeitonas, mais manteiga, mais cerveja com fartura, mais bué de copos e álcool a sério no bairro alto, cheio todas as noites, mais comer até fartar, até antes de ir deitar, mais... mais ... mais ... É um fartar de comer e beber, todos os dias as todas as horas. E não é McDonalds !!!!!! E é isto que engorda toda a gente .... Não é o McDonalds...



publicado por apólogo às 18:30
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BLOG sózinho ...

O Apólogo tem estado muito sózinho. Essa é a verdade. Eu não teho tido muiot tempo e escrever qualquer coisinha, aqui, tem ficado para trás. Mas às vezes, até tenho sentiod a falta. Assim , este BLOG vaio animar um pouco e eu vou tentar dinamizar isto, escrevendo (quase) todos os dias qualquer coisa ... Enfim ... Vamos tentar.



publicado por apólogo às 17:42
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Quarta-feira, 2 de Março de 2011
Dia de Anos

Com que então caiu na asneira
De fazer na quinta-feira
Vinte e seis anos! Que tolo!
Ainda se os desfizesse...
Mas fazê-los não parece
De quem tem muito miolo!

 

Não sei quem foi que me disse
Que fez a mesma tolice
Aqui o ano passado...
Agora o que vem, aposto,
Como lhe tomou o gosto,
Que faz o mesmo? Coitado!

 

Não faça tal: porque os anos
Que nos trazem? Desenganos
Que fazem a gente velho:
Faça outra coisa: que em suma
Não fazer coisa nenhuma,
Também lhe não aconselho.

 

Mas anos, não caia nessa!
Olhe que a gente começa
Às vezes por brincadeira,
Mas depois se se habitua,
Já não tem vontade sua,
E fá-los queira ou não queira!

 

João de Deus

(1830-1896)


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Quarta-feira, 1 de Dezembro de 2010
O Liurai de Portugal ... incrível !


Duarte de Bragança pediu a nacionalidade timorense

 

(...) «Gostaria de ter a nacionalidade timorense», declarou o herdeiro da Casa de Bragança numa entrevista à agência Lusa por ocasião da Restauração da Independência, que se assinala hoje (...)

 

TSF

1 de dezembro de 2010

 

 

 

Mas assim é boa ideia . Se não é Rei nem será de Portugal que é uma república pode sempre fundar um Reino de Além Mar e prosseguir dali feitos valerosos que hão-de honrar a si e à sua numerosa prole digna de um país sub-desenvolvido ...



publicado por apólogo às 21:54
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Quinta-feira, 9 de Setembro de 2010
Fidel to Ahmadinejad: 'Stop Slandering the Jews'

Jeffrey Goldberg - Jeffrey Goldberg is a national correspondent for The Atlantic. Author of the book Prisoners: A Story of Friendship and Terror, he has reported from the Middle East and Africa. He also writes the magazine's advice column.

 

Sep 7 2010, 12:06 PM ET

(This is Part I of a report on my recent visit to Havana. I hope to post Part II tomorrow. And I also hope to be publishing a more comprehensive article about this subject in a forthcoming print edition of The Atlantic.

 

 

A couple of weeks ago, while I was on vacation, my cell phone rang; it was Jorge Bolanos, the head of the Cuban Interest Section (we of course don't have diplomatic relations with Cuba) in Washington. "I have a message for you from Fidel," he said. This made me sit up straight. "He has read your Atlantic article about Iran and Israel. He invites you to Havana on Sunday to discuss the article." I am always eager, of course, to interact with readers of The Atlantic, so I called a friend at the Council on Foreign Relations, Julia Sweig, who is a preeminent expert on Cuba and Latin America: "Road trip," I said.


MORE ON Fidel Castro:
Jeffrey Goldberg: Castro: "The Cuban model doesn't even work for us anymore."

 

I quickly departed the People's Republic of Martha's Vineyard for Fidel's more tropical socialist island paradise. Despite the self-defeating American ban on travel to Cuba, both Julia and I, as journalists and researchers, qualified for a State Department exemption. The charter flight from Miami was bursting with Cuban-Americans carrying flat-screen televisions and computers for their technologically-bereft families. Fifty minutes after take-off, we arrived at the mostly-empty Jose Marti International Airport. Fidel's people met us on the tarmac (despite giving up his formal role as commandante en jefe after falling ill several years ago, Fidel still has many people). We were soon deposited at a "protocol house" in a government compound whose architecture reminded me of the gated communities of Boca Raton. The only other guest in this vast enclosure was the president of Guinea-Bissau. (...)

 

(...)

 

I asked him, "At a certain point it seemed logical for you to recommend that the Soviets bomb the U.S. Does what you recommended still seem logical now?" He answered: "After I've seen what I've seen, and knowing what I know now, it wasn't worth it all."

I was surprised to hear Castro express such doubts about his own behavior in the missile crisis - and I was, I admit, also surprised to hear him express such sympathy for Jews, and for Israel's right to exist (which he endorsed unequivocally).

 

(...)

 



publicado por apólogo às 13:56
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Fidel: 'Cuban Model Doesn't Even Work For Us Anymore'

Jeffrey Goldberg - Jeffrey Goldberg is a national correspondent for The Atlantic. Author of the book Prisoners: A Story of Friendship and Terror, he has reported from the Middle East and Africa. He also writes the magazine's advice column

 

Sep 8 2010, 12:00 PM ET

There were many odd things about my recent Havana stopover (apart from the dolphin show, which I'll get to shortly), but one of the most unusual was Fidel Castro's level of self-reflection. I only have limited experience with Communist autocrats (I have more experience with non-Communist autocrats) but it seemed truly striking that Castro was willing to admit that he misplayed his hand at a crucial moment in the Cuban Missile Crisis (you can read about what he said toward the end of my previous post - but he said, in so many words, that he regrets asking Khruschev to nuke the U.S.).


publicado por apólogo às 13:39
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Modelo económico cubano já não funciona, diz Fidel

As palavras surpreendentes de Fidel Castro. O modelo económico cubano já não funciona, nem mesmo em Cuba.

A pergunta era simples: se o modelo cubano se pode exportar. A resposta não podia ter deixado o jornalista mais surpreendido. Fidel Castro disse que o modelo não funciona nem mesmo em Cuba. (...)

 

TSF



publicado por apólogo às 13:29
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Segunda-feira, 6 de Setembro de 2010
Sita Valles

Pequenos contributos para a história de Portugal e Angola pós-25 Abril e Pós-independência ...

 

 

 

 

 

 



publicado por apólogo às 21:19
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Sábado, 28 de Março de 2009
O homem que sobreviveu a duas bombas atómicas

 

 

 

 

O homem que sobreviveu a duas bombas atómicas

 

28.03.2009, Luís Francisco

 

 

Houve dois ataques nucleares na história da Humanidade: em Hiroxima, a 6 de Agosto de 1945, e três dias depois, em Nagasáqui. Em ambas as ocasiões, um engenheiro japonês estava lá quando o Inferno desceu à Terra. E sobreviveu para denunciar o horror na primeira pessoa

 
Tsutomu Yamaguchi é forte candidato ao prémio de ser humano mais azarado de sempre. Mas, vistas bem as coisas, até teve muita sorte. A 6 de Agosto de 1945, este engenheiro da Mitsubishi Heavy Industries estava em Hiroxima em viagem de negócios quando a primeira bomba atómica explodiu sobre o Japão. Sofreu queimaduras e ferimentos vários, mas, após uma noite num centro de abrigo, regressou a casa. Em Nagasáqui. Mesmo a tempo de ser atingido pelo segundo ataque nuclear dos EUA, na semana mais negra do Japão e da história dos conflitos mundiais.

 

(...)

 

Yamaguchi estava mesmo na linha de fronteira da zona crítica e foi atingido pelas chamas, que o apanharam do lado esquerdo. Perdeu todo o cabelo, ficou surdo, temporariamente cego e sofreu queimaduras no tronco. Teve a sorte de ser assistido, numa cidade onde mais de 90 por cento do pessoal médico pereceu de imediato na explosão.
Coberto de ligaduras, o engenheiro passou a noite num abrigo e, assim que pôde, tratou de regressar a casa. O Japão estava em estado de choque. O sistema de radar tinha dado o alarme, mas, tratando-se de apenas três aviões, ninguém achou que havia grande razão para preocupações.

(...)

 

Yamaguchi estava no escritório, a explicar ao chefe como sobrevivera à carnificina de Hiroxima, quando a segunda (e última, até hoje) bomba atómica da história dos conflitos humanos deflagrou a cerca de três quilómetros de distância. Morreram 70 mil pessoas nesse dia e a radiação vitimou muitas outras nas décadas seguintes. Yamaguchi sobreviveu e tornou-se num convicto activista antinuclear. As pessoas ouvem-no. Ele sabe do que fala.

"Não consigo conceber como é que o mundo não percebe a agonia das bombas nucleares. Como é que continua a desenvolver estas armas?" 
 


In O homem que sobreviveu a duas bombas atómicas - Jornal Público [on-line] Lisboa: PÚBLICO Comunicação Social SA, 28 de março de 2009. //jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=%2Fmain2%2Easp%3Fdt%3D20090328%26page%3D10%26c%3DC. 28-03-2009



publicado por apólogo às 15:49
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Quinta-feira, 5 de Março de 2009
Reflexões do companheiro Fidel

Reflexões do companheiro Fidel

 

MUDANÇAS SAUDÁVEIS NO CONSELHO DE MINISTROS

 

Por ocasião das mudanças no seio do Executivo, algumas agências de notícias se rasgam as vestes.

 

Várias delas falam ou se tornam eco de boatos "populares" sobre a substituição dos "homens de Fidel" pelos "homens de Raúl".

 

Nunca foi proposta por mim a maioria dos que foram substituídos. Quase sem excepção chegaram as suas responsabilidades propostos por outros companheiros da direcção do Partido ou do Estado. Nunca me dediquei a esse ofício.

 

Jamais subestimei a inteligência humana, nem a vaidade dos homens.

 

Os novos ministros que acabam de ser nomeados foram consultados comigo, apesar de que nenhuma norma obrigava os que os propuseram a terem essa conduta visto que há tempo renunciei às prerrogativas do poder. Agiram simplesmente como revolucionários autênticos que levam em si mesmos a lealdade aos princípios.

 

Não se cometeu injustiça com determinados quadros.

 

Nenhum dos dois mencionados pelos telexes como sendo os mais afectados, pronunciou uma palavra para expressar inconformidade alguma. Não era em absoluto ausência de valor pessoal. A razão era outra. O mel do poder pelo qual não conheceram sacrifício algum despertou neles ambições que os conduziram a um papel indigno. O inimigo externo se encheu de ilusões com eles.

 

(...)

 

Fidel de castro Ruz

3 de março de 2009


Fidel de castro - "Mudanças saudáveis no conselho de ministros" In granma.cu [on-line] Havana, 3 de Março de 2009.http://www.granma.cu/espanol/2009/marzo/mar3/cambios-e.html. 5 de Março de 2009


publicado por apólogo às 11:00
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Segunda-feira, 2 de Março de 2009
Irmãos, irmãos, negócios à parte - Raul Castro reforça poder
 

Ministro dos Negócios Estrangeiros foi substituído
Raul Castro realiza remodelação ministerial em Cuba 
02.03.2009 - 20h21 PÚBLICO
O Presidente cubano Raul Castro demitiu o Ministro dos Negócio Estrangeiros, Felipe Pérez Roque, e o seu chefe de gabinete, Carlos Lage, naquela que é considerada uma remodelação governamental profunda e que Castro disse ter como objectivo tornar o Governo mais coeso com vista ao “aperfeiçoamento” do sistema cubano.
(...)

In "Raul Castro realiza remodelação ministerial em Cuba" . Público [on-line] Lisboa, 02.03.2009. http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1367396. 2 de Março de 2009


As coisas mexem e Raul Castro reforça o seu poder em Cuba.

 

Parece evidente a tensão entre Fidel e Raul, facções mais reformistas ou mais conservadores . O reforço do poder de Raul Castro é indispensável para ele governar por ele, e para mudar, de facto, o rumo político dos útlimos 50 anos.

 

Vamos ver como Raul se sai e se não vai haver uma contra ofensiva liderada por alguém próximo de Fidel, com essa legitimidade, efectiva, ou não.

 

Fidel não reflete há 15 dias. As suas opiniões intimidam muitos cubanos e não é indiferente as pessoas perceberem que ele não está de acordo com o rumo da política cubana - apesar do apelo que o próprio fez para que as pessoas não se sentissem intimidadas com as suas opiniões, claro que ele as expressa com sentido de influenciar, nem de outra forma poderia ser, vindo de quem vem.

 

 



publicado por apólogo às 23:31
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Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009
Marx e as citações avulsas

Corre pelo circuito de e-mails uma citação, atribuída a Marx que diz o seguinte:

 

"Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável.

 

O crédito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado".

 

Karl Marx O Capital, 1867

 

___ Quanto é que este Sr. não valia nos dias de hoje _____________________________

 

Alguém voluntarioso acrescentou o à-parte que este senhor fazia muita falta nos dias de hoje.

 

Na verdade não valia nada hoje porque Karl Marx nunca escreveu o que está transcrito em cima: é uma ficção de alguém que gostava que Marx tivesse razão, mas não teve.

 

Karl Marx enganou-se completamente na sua análise da motivação Humana, nas suas previsões sobre o futuro da Humanidade bem como na sua expectativa sobre a evolução das sociedades e motivações Humanas.

 

A sua visão era de grande educador que achava que todas as pessoas do Mundo tinham que pensar como ele e descobrir o que ele achava evidente. A sua filosofia e as suas análises erradas inspiraram os regimes políticos mais crueis da história moderna e sistemas económicos completamente inoperantes e falhados. Tudo isso com evidente prejuízo e sofrimento dos trabalhadores e das populações dessas sociedades, que ele dizia defender contra o capital.

 

Os regimes inspirados na sua visão da Humanidade mataram e desrespeitaram física e intelectualmente milhões de pessoas que podiam ter sido livres e ter tido vidas compensatórias, que não tiverram. A sua herança é um drama de toda a Humanidade.

 

Karl Marx nunca teve razão, isso está provado hoje, da pior maneira possível.


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publicado por apólogo às 15:01
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Sábado, 14 de Fevereiro de 2009
Os desenhos de Henrique Monteiro

 

Henrique Monteiro

 


 

Aqui fica publicado um desenho de Henrique Monteiro, com a devida vénia e com recomendação de consulta periódica ao HenriCartoon

 

E o Burro sou eu?

 

 

Scolari despedido

 


In Monteiro, H. - "E o burro sou eu?". HenriCartoon [on-line] Lisboa: HenriCartoon, 13 de Fevereiro de 2009. http://henricartoon.blogs.sapo.pt/. 14 de Fevereiro de 2009.


sinto-me:

publicado por apólogo às 15:30
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Segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2009
O perigo das sociedades

José Manuel Fernandes reflete, em editorial do Público, sobre as manifestações  contra emigrantes em Inglaterra e sobre o desemprego dos portugueses em espanha. Tem uma perspectiva alarmista e algum tom de catástrofe. Cito só umas frases do início e do fim do texto, com recomendação de leitura:

 

«Quando ingleses se manifestam contra portugueses e italianos e de Espanha regressam muitos que lá iam buscar sustento, cuidado: o que separa a ordem do caos e a civilização da barbárie é uma fronteira tão frágil como uma fina camada de verniz. »

(...)

«(...)então o que hoje é uma crise pode tornar-se numa grave depressão e esta, pela sua própria natureza, pode degenerar no caos. Há alturas em que História volta para trás muito mais depressa do que andou para a frente.»

 

Comento achando, sem felicidade, que ele tem toda a razão. José Manuel Fernandes foca um problema fulcral: as sociedades democráticas e ricas não estão dispostas a suportar o sofrimento social e os ajustamentos económicos, sociais e políticos deste princípio de século XXI são um grande e perigoso desafio. As sociedades mais pobres querem chegar mais alto, ou simplesmente os seus povos não têm a possibilidade de escolher o que querem.
 
O mundo de hoje é um verdadeiro perigo para as Sociedades, tal como as conhecemos. Criar condições para a resolução destes problemas deveria ser a verdadeira prioridade das sociedades Humanas mais desenvolvidas, nem que seja porque são as que têm mais a perder.
 
Ele só não tem razão, digo eu, quando  citando Will Durant  filósofo americano, aponta como causa o relativismo ou a falta de valores morais e o hedonismo. Acho esta visão muito redutora e muito cheia de medo das mudanças sociais e da modernidade. Isso seria admitir que as sociedades Humanas prósperas e estáveis só são possíveis com rígidos valores morais e regras impostas por valores dogmáticos, religiosos ou outros e, portanto, isoladas umas das outras. E eu não aceito isso. Acho exactamente o contrário.
 
O que necessitamos não é de mais "valores" e menos relativismo e hedonismo sendo esta uma visão demasiado moral e dogamática dos problemas. Necessitamos exactamente do contrário: novos valores e mais desenvolvimento humano para todos os povos da terra. As sociedades com rígidos códigos morais, políticos ou económicos seguem os seus objectivos por ideologia, por ser assim, por plano, sem mais e, por essas razões só encontram outras soluções em ambiente de rotura.
 
São possíveis sociedades humanas prósperas e estáveis em ambientes de liberalismo político, social e económico (reforço liberalismo moral e de princípos). Como em tudo, o problema das sociedades é o problema dos Homens: têm alguma dificuldade em localizar de forma acertiva os seus problemas e ordenar os seus objectivos e as suas prioridades de actuação, pela ordem mais favorável.
 
Apesar dos problemas, este ambiente de liberalismo, de sociedade democrática aberta a valores morais diversos e a relativisar  as suas opções e julgamentos é o melhor ambiente para que seja possível a correcta percepção destas escolhas permitindo correcções de rumo, quando é caso disso.
 

 Citado: Fernado, J.M. - "Editorial" In Jornal Público. Edição Lisboa: 2 de fevereiro de 2009, Ano XIX, nº 6880, Pág 34.


publicado por apólogo às 16:00
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O Terramoto de 1755


O Sismo de 1755 contado pelos ossos das vítimas

Pedro Sousa Tavares.

 

«Assassínios, provas de canibalismo, marcas da violência dos desmoronamentos, incêndios e tsunamis.

Desde 2004, uma equipa de investigadores portugueses vem revelando os segredos do primeiro ossuário conhecido das vítimas do terramoto de Lisboa. Já ganharam prémios internacionais, mas continuam a trabalhar de graça e sem apoios

 

Durante alguns minutos de terror, o assassino golpeou-lhe repetidamente o crânio, sem a matar, para que falasse. Procurava ouro e prata, ou alimentos escondidos, igualmente valiosos nos dias de anarquia que se seguiram àquela manhã de 1 de Novembro de 1755, dia de Todos os Santos.(...)»

In DN [on-line] Lisboa, 2 de Fevereio de 2009. http://dn.sapo.pt/2009/02/02/centrais/o_sismo_1755_contado_pelos_ossos_vit.html. 2 de evererio de 2009.



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Domingo, 1 de Fevereiro de 2009
Luis Nobre Guedes solidário com José Sócrates



Entrevista CM: Luís Nobre Guedes

“É uma campanha cobarde contra Sócrates”

Ex-ministro do Ambiente do Governo PSD/CDS, Luís Nobres Guedes está totalmente solidário com José Sócrates no caso ‘Freeport’.

 

 


In “É uma campanha cobarde contra Sócrates” - Correio da manhã [on-line] Lisboa, 1 de fevereiro de 2009. http://www.correiodamanha.pt/Noticia.aspx?channelid=00000229-0000-0000-0000-000000000229&contentid=7D60A929-5C61-4726-AE40-A41AB076188A. 1 de Fevereiro de 2009.



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Muita chuva e um Inverno normal

Sempre a ouvir previsões apocalípticas e pouco credíveis do fim do mundo em alterações climáticas drásticas e irreversíveis: sabe bem um inverno frio e chuvoso, com alguma  - considerada - normalidade.


 

Este Janeiro foi o mais chuvoso dos últimos 30 anos

 
 
«Mau tempo. Contrariando a cada vez maior tendência de seca, o primeiro mês do ano registou chuva intensa, batendo a média das três últimas décadas.(...)
(...)
Choveu mais este Janeiro do que no mesmo mês nos últimos 30 anos, em termos médios, disse ontem ao DN fonte do Instituto de Meteorologia (IM). Os dados relativos à precipitação até ao dia 30 apontam, "que o valor de Janeiro excede claramente os valores normais",

 

(...)
"Estamos a viver um Inverno à antiga", explica ao DN o climatólogo Dionísio Gonçalves, acrescentando: "Este é um bom exemplo do nosso clima normal. O que sai da normalidade foi o número de vezes que nevou. Sobretudo no litoral e em locais onde é muito raro". O Norte e o Centro de Portugal foram as regiões mais afectadas pela chuva, apesar de esta noite a chuva ter descido no mapa (centro e sul).
(...)
De acordo com a meteorologista Maria João Frade, a chuva está para durar.- "Nos próximos nove dias, esperamos precipitação todos os dias",

In Este Janeiro foi o mais chuvoso dos últimos 30 anos - DN [on-line] Lisboa, 1 de Fevereiro de 2009. http://dn.sapo.pt/2009/02/01/sociedade/este_janeiro_o_mais_chuvoso_ultimos_.html. 1 de Fevereiro de 2009

 


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Sábado, 31 de Janeiro de 2009
Pedro Passos Coelho avança para a luta ...

Eu tenho vários colegas e amigos do PSD que me têm dito e repetido que a Dr.ª Manuela Ferreira Leite não chega às eleições à frente dos destinos daquele partido. É natural, porque são de Oeiras e em Oeiras os militantes do PSD são muito mais à frente, ou seja, Isaltínicos declarada ou veladamente sendo previsão correspondente aos seus desejos. Alguns dizem que o Pedro Passos Coelho avança, na altura certa.

 
O meu palpite é que a Manuela Ferreira Leite vai mesmo até às eleições, mas também depende do terrorismo do Pedro Passos Coelho. E aí está ele a dizer que vai à luta.
 
Dificilmente o facto dele avançar agora não estará relacionado, mesmo que só por simples aproveitamento,  com o facto do Eng.º José Sócrates estar sob fogo cerrado com esta questão da investigação do Freeport. Nestas circunstâncias de relativa debilidade da imagem pública do primeiro-ministro, qualquer solução parece ganhar mais credibilidade, do que noutra situação mais estável.
 
Este facto novo pode ajudar a acabar com a indecência destas notícias sem sumo, a propósito deste caso do freeport, se os jornais mudarem o foco para outro lado.

 


Passos diz que "o PSD tem de lutar para ganhar as eleições"

PAULA SÁ
NATACHA CARDOSO

 

«Estratégia.

   Adversário de Ferreira Leite quer programa eleitoral mobilizador.

Pedro Passos Coelho continua numa intensa actividade política. É capa do próximo número da Plenitude, título da Sonaecom, que veio substituir o semanário Sexta, entretanto suspenso, e que será distribuída no domingo nas grandes superfícies do grupo. Na entrevista que concede à revista, com uma tiragem de 75 mil exemplares, afirma que "o PSD tem de lutar para ganhar as eleições".
(...)
"O que se passou com a crise financeira, e o que se está a passar com a crise económica, é resultado de falhas de mercado. Mas também é resultado de falhas de regulação e do Estado." E acrescenta: "Esta é a primeira grande crise da globalização. Temos de ser mais eficientes na maneira como regulamos os nossos mercados, mas não precisamos de um socialismo estatizante."
(...)
Na segunda-feira é o entrevistado de Mário Crespo na SIC»

In Sá, P., Cardoso N., - Passos diz que "o PSD tem de lutar para ganhar as eleições" DN [on-line] Lisboa, 30-01-2009. http://dn.sapo.pt/2009/01/30/nacional/passos_que_o_tem_lutar_para_ganhar_e.html. 30-01-2009.



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Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009
OS POMBOS SÃO ANIMAIS ESTÚPIDOS

 

Crónica de Ferreira Fernandes no DN



Ferreira Fernandes

 

«José Sócrates gamou? Um ministro que recebe luvas para tomar uma decisão, o que faz é gamar.»

(...)

"(...)não sei. Sobre os factos não sei nada, só posso ser testemunha abonatória de José Sócrates: ele é o melhor primeiro--ministro que já tive. Mas isso é irrelevante."

(...)

(...) [a investigação] Desde que chegou a Portugal, há dez dias, foi um ver se te avias de informações às pinguinhas. Sou do meio, sei do que falo: investigação jornalística, o tanas. Milho atirado.


In Fernandes, F. - DN  [on-line] Lisboa, 30 -01-2009. http://dn.sapo.pt/2009/01/30/opiniao/os_pombos_animais_estupidos.html. 30-01-2009



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Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009
Ahmadinejad quer que EUA peçam perdão pelos seus “crimes”

 


Reacção a entrevista de Obama
Ahmadinejad quer que EUA peçam perdão pelos seus “crimes” 
 
«O Presidente Mahmoud Ahmadinejad exigiu hoje que o seu homólogo norte-americano, Barack Obama, “peça perdão pelos crimes cometidos pelos Estados Unidos” contra o Irão nos últimos 60 anos. Não seria esta a reacção que o sucessor de George W. Bush esperava à sua oferta de “estender a mão aos que quiserem abrir o punho fechado”,»(...)

 

(...) «“Aqueles que falam de mudança devem pedir perdão ao povo iraniano e tentar reparar os seus crimes do passado”, disse Ahmadinejad, sem especificar os “crimes”.»(...)

 

 

«O chefe de Estado iraniano sugeriu que os EUA “devem encontrar-se com as pessoas, falar com elas com respeito e pôr fim às políticas expansionistas”. E, “se querem mudança, devem pôr fim à sua presença militar no mundo, retirar as suas tropas e levá-las para o interior das suas próprias fronteiras.” Devem ainda, concluiu, “deixar de apoiar os sionistas [Israel], os fora-da-lei e os criminosos [implícita alusão aos dissidentes na sociedade civil e à resistência armada dos Mujahedin e-Khalq/Combatentes do Povo, recém-retirados pela UE da lista de grupos terroristas]; e não mais interferir nos assuntos de outros povos”.»


In Lopes, M.S. - Ahmadinejad quer que EUA peçam perdão pelos seus “crimes” . Público [on-line] Lisboa, 28.01.2009. http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1357847&idCanal=11. 28 de Janeiro de 2009.



publicado por apólogo às 17:30
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Obama e Hillary Clinton

 

Uma das grandes vantagens dos excessos das políticas do George Bush é que permitem que, agora, outros as tentem corrigir e que seja sentida por todos a necessidade dessas correcções de rumo.

 

Vamos ver o que é possível corrigir em todas as vontades que giram à volta destas questões.  


WASHINGTON — Secretary of State Hillary Rodham Clinton said Tuesday that Iran had a “clear opportunity” to engage with the international community, amplifying the conciliatory tone struck a day earlier by President Obama toward Iran and the rest of the Muslim world.

 

Sketching out an ambitious diplomatic agenda, Mrs. Clinton also suggested that there could be some form of direct communication between the United States and North Korea. And she said relations with China had been excessively influenced by economic issues during the Bush administration.

 

Mrs. Clinton, in her first remarks to reporters since becoming the nation’s chief diplomat, said, “There is a clear opportunity for the Iranians, as the president expressed in his interview, to demonstrate some willingness to engage meaningfully with the international community.”


In Lander, M - NYT [ on-line] NY. The New York Times Company, January 27, 2009. http://www.nytimes.com/2009/01/28/washington/28diplo.html?emc=eta1. 28 de Janeiro de 2009


publicado por apólogo às 14:30
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Terça-feira, 27 de Janeiro de 2009
Primeira entrevista de Obama

 

President's first interview since taking office

Obama tells Al Arabiya peace talks should resume

 

DUBAI (AlArabiya.net)
 
In his first interview since taking office, President Barack Obama told Arab satellite station Al Arabiya that Americans are not the enemy of the Muslim world and said Israel and the Palestinians should resume peace negotiations. “My job to the Muslim world is to communicate that the Americans are not your enemy,” Obama
 

In Al Arabia [on-line] Dubai. Al Arabia.net, Tue, Jan 27, 2009. http://www.alarabiya.net/english.html. 21 de janeiro de 2009.


publicado por apólogo às 19:30
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Lagarto condenada a dois anos de prisão por substracção de menor

 


 

«Adelina Lagarto (...) foi hoje condenada a dois anos de prisão com pena suspensa pelo crime de subtracção de menor. »


«(...) a suspensão da pena fica condicionada à colaboração de Adelina Lagarto com a Justiça, no âmbito do chamado "caso Esmeralda".»

 


In Destak [on-line] Cascais: Metro News, Publicações, SA. 27 de janeiro de 2009. http://www.destak.pt/artigos.php?art=20311. 27 de Janeiro de 2009.



publicado por apólogo às 18:30
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Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009
Crise internacional está a revelar-se mais grave do que o esperado


Declarações do governador do banco central da Alemanha
Crise financeira internacional está a revelar-se mais grave do que o esperado
26.01.2009 - 12h43
Yuriko Nakao/Reuters
«Alex Weber diz-se preocupado por não ter sido "ainda possível conter a crise nos mercados financeiros”»
Por Lusa 

 

 

 

«A crise financeira está a revelar-se mais grave do que o esperado e todas as medidas tomadas até aqui não conseguiram atenuar os seus efeitos, defendeu o presidente do Bundesbank, Alex Weber, numa entrevista ao diário “Bild”.»

 

 

 

 

Ainda mais grave ??


In Público.pt [on-line]Lisboa, 26 de Janeiro de 2009. http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1357537&idCanal=57. 26 de Janeiro de 2009



publicado por apólogo às 18:17
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Domingo, 25 de Janeiro de 2009
O 11.º PRESIDENTE DOS EUA - Fidel Castro

 

Na sequência do post anterior, aqui publico nova reflexão de Fidel Castro, de 22 de janeiro, distribuída pelo corpo diplomático .

 

O sublinhado é meu. Sublinho onde ele diz que escreverá menos este ano para que as suas opiniões não inlfuenciem ou atrapalhem as tomadas decisão da nova direcção do PC Cubano. Avança desculpando estas decisões (eventuais) contraditórias ao seu pensamento com a gravidade da crise económica e a necessidade de decisões específicas a esta altura. Insiste que, em todo o caso, ninguém se deve sentir constrangido  com as suas reflexões.

 

Finaliza chamando à atenção para todo o seu pensamento (os seus escritos) dos últimos 50 anos e supõe que não estará vivo daqui a quatro anos, aquando do final deste mandato do Obama.

 


 

 

O DÉCIMO-PRIMEIRO PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS
Reflexões do companheiro Fidel
 
Na passada terça-feira 20 de Janeiro de 2009 assumiu a chefia do império Barack Obama como o Presidente número onze dos Estados Unidos, desde o triunfo da Revolução Cubana em Janeiro de 1959.
 
Ninguém poderia duvidar da sinceridade de suas palavras quando afirma que irá converter seu país num modelo de liberdade, respeito pelos direitos humanos no mundo e pela independência dos outros povos. Sem que isto, é claro, ofenda quase ninguém, excepto alguns os misantropos num qualquer canto do mundo. Já afirmou comodamente que o cárcere e as torturas na base ilegal de Guantánamo cessariam de imediato, o que começa a semear dúvidas aos que rendem culto ao terror como instrumento indispensável da política exterior do seu país.
 
O rosto inteligente e nobre do primeiro presidente negro dos Estados Unidos, desde sua fundação há dois séculos e um terço como república independente, tinha-se auto-transformado sob a inspiração de Abraham Lincoln e Martin Luther King, até se tornar em símbolo vivente do sonho americano.
 
Não obstante, apesar de todas as provas suportadas, Obama não tem passado pela principal de todas. O quê fará quando o imenso poder que tomou em suas mãos seja absolutamente inútil para ultrapassar as insolúveis contradições antagónicas do sistema?
 
Reduzi as Reflexões tal como me propusera para o presente ano, no intuito de não interferir nem estorvar os companheiros do Partido e do Estado nas decisões constantes que devem tomar frente a dificuldades objetivas derivadas da crise econômica mundial. Eu estou bem, mas insisto, nenhum deles deve se sentir comprometido por minhas eventuais Reflexões, a gravidade da minha doença ou pela minha morte.
 
Revejo os discursos e materiais elaborados por mim ao longo de mais de meio século.
 
Tive o raro privilégio de observar os acontecimentos durante muito tempo. Recebo informação e medito sossegadamente sobre os acontecimentos. Não espero desfrutar de tal privilégio dentro de quatro anos, quando o primeiro período presidencial de Obama tenha concluído.
 
Fidel Castro Ruz
22 de janeiro de 2009

18h30

 


 



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Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009
Fidel a sua mensagem mais recente de 21 de janeiro de 2009
  

 

Fidel Castro, desde que foi afastado do poder e sempre que tem saúde suficiente, escreve  artigos vários e periódicos a que tem chamado reflexiones del companhero Fidel. Estes artigos têm sido publicados no site Cuba Debate sendo também enviados para inúmeros destinatários de todo o mundo através do corpo diplomático Cubano a que Fidel de Castro tem tido acesso . Tenho lido desde há um par de anos muitas destas reflexões. Nos últimos meses (talvez três meses) não foi emitido nenhum artigo de Fidel e ele deixou de aparecer em público o que pronuncia um agravamento significativo do seu estado de saúde. Ontem, 21 de janeiro, foi publicado, finalmente, um curto artigo de Fidel no referido site  a propósito da visita a Cuba da presidente da Argentina, Cristina Kirchner , que ele recebeu. É  este recente artigo que eu analiso neste post. O artigo também é aqui publicado.

 

O estilo deste último artigo pode emitar o estilo das reflexões de Fidel mas, quanto a mim, emita muito mal. Primeiro ponto, é uma reflexão muito pequena e sem conteúdo. A ausência de conteúdo dá-lhe outro sentido, no entanto. O regime prepara-se para se aproximar aos Estados Unidos qurendo aproveitar aproveitar o novo presidente Barak Obama para o fazer, como uma nova Era (também serve de justificação) e Fidel, para isso, tem que ser silenciado.
 
Na mensagem, a única preocupação de Fidel é o que o Obama irá fazer em relação ao meio ambiente. Claro que os críticos do capitalismo e dos regimes liberais (económica ou política e socialmente liberais) aproveitam a justificação do impacto do desenvolvimento destas sociedades no meio ambiente usando-o como arma de arremesso e como prova de que sempre tiveram razão. Até aqui é compreensível esta alusão crítica, mas é muito pobre vindo de  Fidel Castro. Fidel, se escrevesse com inteira liberdade e por sua vontade nunca deixaria de fazer uma alusão provocatória ao levantamento do embargo iníquo levado a cabo pelos outros presidentes anteriores exigindo a Obama que fosse, de facto, diferente. E nunca passaria um cheque em branco a um presidente americano só pelo discurso de tomada de posse, dizendo que acredita nele, só assim. 
 
O facto do Obama levantar tantas esperanças na sociedade em geral e ser inovador, levaria Fidel, desde logo, a ser muito mais exigente com ele do que com qualquer outro presidente americano que gerasse menos expectativas. Declarar que acreditava nele seria sempre acompanhado com inúmeras recriminações por condutas anteriores dos Estados Unidos e das respectivas exigências de acção no sentido de as reparar e compensar. Poria sempre a fasquia muito alta para tirar partido de qualquer concessão como uma vitória da revolução. Aqui, a exigência de levantamento do embargo e a sua omissão, neste contexto, é incontornável.
 
Finalmente Fidel escreveria uma mensagem muito maior: ele gosta de escrever e aborda sempre vários assuntos, interligando-os muitas vezes forçadamente (mesmo muito debilitado, se escrevesse com liberdade, escreveria uma mensagem grande).
 
Coloca-se a hipótese de alguém lhe ter ditado a mensagem ou de lhe ter dado a oportunidade e a ajuda para a escrever, uma vez que ele estará mesmo debilitado, e saiu isto; a mensagem é manipulada.
 
Leio nesta mensagem de Fidel que, oficialmente, a revolução acabou. Já existirão contactos avançados entre o novo regime de Cuba e os Estados Unidos, anteriores à eleição de Obama e reforçados com esta eleição, para se encontrar uma forma de regularizar as relações entre estes dois países. Os alertas de rumo de Fidel, nas suas mensagens, ou o risco que ele escreva qualquer coisa  a dizer que a revolução venceu, se os Estados Unidos levantarem o embargo, levam a que seja silenciado (a doença possibilita isto, claro).
 
Dentro de pouco tempo, lê-se nas entrelinhas desta recente mensagem de Fidel, as relações entre Cuba eos Estados Unidos estarão regularizadas, sem dramas e, se calhar, ainda com o Fidel vivo.
 

 

El Encuentro con Cristina
2009-01-21

La conversación duró  40 minutos, el intercambio de ideas fue intenso e interesante como esperaba. Es una persona de convicciones profundas. No hubo debates.

Cuando habló en el Aula Magna de la Universidad de La Habana, respondía rápidamente las preguntas de los estudiantes mostrando talento y capacidad de respuesta.
En la Escuela Latinoamericana de Medicina el encuentro fue emotivo; los cantos de los estudiantes campesinos de origen Guaraní con música e instrumentos típicos de esa etnia, dieron un tono especial al acto. Le obsequiaron una bata médica, se la  colocó encima del traje de chaqueta y pantalón naranja. 
De la ELAM salió para conversar conmigo.
 Al hablar de Estados Unidos le señalé  la  importancia histórica para Cuba de que ayer a las 12 del día habían transitado 10 presidentes a lo largo de 50 años, en los que a pesar del inmenso poder de ese país no habían podido destruir la Revolución Cubana.
Expresé que no albergaba personalmente la menor duda de la honestidad con que Obama, undécimo presidente desde el 1 de Enero de 1959, expresaba sus ideas, pero que a pesar de sus nobles intenciones quedaban muchas interrogantes para responder. A modo de ejemplo me preguntaba: cómo podría un sistema despilfarrador y consumista por excelencia preservar el medio ambiente.
Muchos otros aspectos de política nacional e internacional de Cuba y de Argentina fueron abordados.
La capacidad de Argentina de producir alimentos y productos industriales con tecnología avanzada son factores decisivos para su desarrollo. Mencionó la capacidad de ingeniería informática para comercializar en el mercado mundial, en países como la India de gran interés para ella, que es en cambio muy fuerte en la creación de programas.
A Cristina le gusta consagrarse al trabajo y dedicarle todo el tiempo. No obstante es capaz de proteger sus derechos cuando viaja a otro país, imponer un número de horas para hacer ejercicios y adaptarse, lo cual todos respetan. 

 

 

 

 
 
 
Fidel Castro Ruz
21 de enero de 2009
6 y 30 p.m.
 
Fidel de castro - Al encuentro con cristina In Cuba debate [on-line] Havana, 21 de janeiro de 2009. http://www.cubadebate.cu/index.php?tpl=design/especiales.tpl.html&newsid_obj_id=13819. 22 de janeiro de 2009


publicado por apólogo às 11:15
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