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Quarta-feira, 20 de Julho de 2011

Ronald McDonalds os gordos e o preconceito...

Surpreende como as pessoas vão passando ideias e factos pouco reais e como o fazem convencidas, elas mesmo, que estão a dizer coisas de jeito. Vem isto a propósito da obesidade em geral, e da obesidade infantil em particular, tema mais atual, por estes dias.

 

Quando se fala em obesidade, vem logo ao tema o McDonalds, considerando a polémica que há vários anos persegue aquela cadeia de restaurantes. O nível de exigência de associações militantes de qualquer coisa tem aumentado consideravelmente. Muitas associações destas culpam o McDonlads pelo facto das pessoas serem obesas nos Estados Unidos. Dois pontos, aqui chegados: a situação nos Estados Unidos não tem paralelo muito próximo, com a situação em Portugal, neste campo. Mas mesmo naquele país, é discutível que esta ideia resista a alguma argumentação evidente e que pode levar a conclusões contrárias.

 

Mas existem preconceitos esquisitos, e o preconceito McDonalds é um deles. Há dias um nítido atrasado mental, sobre este assunto, dizia no facebook que não gostava do McDonalds porque não gostava do palhaço (o Ronald) porque não tinha graça e porque tinha "ar de pedófilo". Argumento exagerado, cheio de raiva e despropositado, completamente fora de contexto, que conceitos económicos se discutiam. Mas é mesmo argumentação de preconceito e preconceito é uma forma de estupidez.

 

No caso português, por exemplo, esta percepção, importada das polémicas americanas, não tem muito de verdade. É mais uma desculpa com que as pessoas gostam de se aliviar, mutuamente. Encontrado um culpado para as coisas, então está tudo bem, estamos de conciência tranquila.

 

Há uns meses uma colega minha levou a filha, com cerca de 12 anos, com ela e eu reparei que a miúda estava notoriamente gorda, para a idade. Uns dias depois, a minha colega levantou a questão, em conversa, porque a filha estava de dieta (tinha ido ao médico para esse efeito) e eu aproveitei, para perguntar como ela tinha ficado assim tão gorda, ou seja, tentava saber, diplomáticamente, como a tinham deixado chegar ao ponto de ter que ir ao médico para ser obrigadana fazer uma dieta, já obesa, (isso tudo com 12 anos !!!) em vez de terem detetado a tempo essa evolução e corrigido. Resposta dela: nos últimos anos, na escola, davam-lhe comida a mais, no refeitório e ela (a mãe) não podia fazer nada. Bem, pelo menos não foi o McDonalds, mas como desculpa é fraca. Não conheço o pai, mas a minha colega, que conheço há um ano, não tem feito, ela própria nada mais do que engordar e está notorimante com mais peso que quando a conheci. E ela, não come na escola da filha !!!! E bem precisava também de uma dieta.

 

Há dias, estava a tomar um café, num balcão, quando uma miúda de cerca de 10 anos se aproxima do balcão e pede um pastel de nata.  Voltou para uma mesa, onde estava com a avó e toda satisfeita, sorria por todos os lados, com o pastel num prato. Eram cerca de duas horas da tarde, a avó e a neta tinham acabado de almoçar e a avó tinha ido ao café da vizinhança tomar um cafézinho e codrilhar um pouco, com outras vizinhas, doutras mesas. A miúda tinha peso a mais, notoriamente, era bem gordinha, da comida que comia em casa da avó, dos pais, eventualmente, e das goluseimas que lhe compravam, como um pastel de nata logo a seguir ao almoço. Não vão parar de a alimentar como ela quer, de lhe comprar doces, até ela ter doze ou treze anos e dez a quinze quilos a mais do que devia, se pararem ... Ninguém vai ligar ...

 

Outro miúdo gorducho comia um gelado de chocolate, uma destas tardes, no Colombo ... Hoje e há uns dias, no Dolce Vita e num starbucks, jovens mamãs davam bolos aos pedaços aos bebés, com pouco mais de um ano, bem alimentados, como guloseima... Pedaços queques cheios de gordura, de embalagens individuais fechadas, quiça comprados no Lidl, ou parecido - baratos, de pouco valor alimentício  e muito valor calórico, duram muitos dias dentro da embalagem, e estão cheios de gordura e de um bolo de chocolate, cheio de creme, respectivammente. Outro miúdo com cerca de dez anos e peso a mais, comia croissants do género dos queques referidos atrás: a mãe era nítidamente gorda e sempre fora, vía-se, e o pai, não sendo demasiado gordo, tinha uma barriga proeminente de quem se farta de beber "bjecas" com amigos elogiando os rabos femininos bonitos que passam que, no entanto, a última coisa que pensam na vida é olhar para uma barriga daquelas.

 

Os exemplos estão por todo o lado. Tenho a convicção empírica que quase toda esta gente me falaria mal do McDonalds, mesmo levando lá os filhos de vez em quando, mas não reparam em tudo isto que eu descrevi e que observamos todos os dias, em todo o lado: qualquer prato de comida portuguesa, de carne de porco farta, de refogados, cheio de batatas cozidas ou fritas, mais arroz, mais massas com fartura, mais natas, mais queijos, mais pão, mais ovos, mais doces, mais gelados, mais bolos, mais vinhos, mais molhos, mais azeitonas, mais manteiga, mais cerveja com fartura, mais bué de copos e álcool a sério no bairro alto, cheio todas as noites, mais comer até fartar, até antes de ir deitar, mais... mais ... mais ... É um fartar de comer e beber, todos os dias as todas as horas. E não é McDonalds !!!!!! E é isto que engorda toda a gente .... Não é o McDonalds...


publicado por apólogo às 18:30

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