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Quarta-feira, 27 de Julho de 2011

A filosofia prestes a ceder aos golpes da adversidade, e outro: Bocage


A filosofia prestes a ceder aos golpes da adversidade

 

TENHO assaz conservado o rosto enxuto

Contra as iras do Fado omnipotente;

Assaz contigo, oh Sócrates, na mente

A dor neguei das queixas o tributo.

 

Sinto engelhar-se da constância o fruto,

Cai no meu coração nova semente;

Já me não vale um ânimo inocente;

Gritos da Natureza! Eu vos escuto.

 

Jazer mudo entre as garras da Amargura,

De alma estóica aspirar à vã grandeza,

Quando orgulho não for, será loucura.

 

No 'spírito maior sempre há fraqueza.

E, abafada no horror da desventura.

Cede a filosofia à Natureza.

 

Extrai da glória alheia o seu desdoiro

 

Eis da Virtude o templo rutilante

Sacerdote ancião, de rubra veste,

Compassa pelo cântico celeste,

Meneado turíbulo fumante,

 

Do pio aroma, do vapor fragrante

O giro salutar consome a peste

Do vício, que debalde encara, investe

Turba de heróis às aras circunstante.

 

No sólio majestoso a deusa, abrindo

Aos alunos fiéis almo tesoiro,

Dobra o preço a seus dons em dar, sorrindo.

 

E à porta que volteia em quícios de oiro,

A Inveja, prenhe de áspides, bramindo,

«Extrai da glória alheia o seu desdoiro»

 

Bocage

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publicado por apólogo às 11:45

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2 comentários:
De Anónimo a 21 de Fevereiro de 2005 às 14:48
Fiquei impressionada!
Jinhos :-)Menina_marota
(http://eternamentemenina.blogs.sapo.pt/)
(mailto:Menina_marota@sapo.pt)


De Anónimo a 21 de Fevereiro de 2005 às 01:39
ATAO??????EliteGroup
(http://www.elitegroupo.blogs.sapo.pt)
(mailto:elitegroup_cenoura@sapo.pt)


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