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Terça-feira, 15 de Maio de 2007

O PSD ACABOU

 

 


 

                       

 

Tempos conturbados estes, para o PSD. Em primeiro lugar, um primeiro-ministro que saiu para Presidente da Comissão Europeia, deixando o partido numa crise profunda e dando origem à antropofagia do seu sucessor, Pedro Santana Lopes, vergonhosamente devorado pelos seus opositores internos numa guerra intestina que conduziu a uma das maiores derrotas eleitorais de sempre. Com o caso Isaltino Morais, com Valentim Loureiro, neste intervalo, nem alguns bons resultados escondem a profunda crise que continua a grassar neste partido. Finalmente, a derrocada: o dr. Marques Mendes falha rotundamente na sua escolha pessoal para a Câmara de Lisboa que se encontra num verdadeiro caos financeiro e tem três (sim, três) eleitos do PSD constituídos arguidos, suspeitos de actos ilícitos no exercíco das funções para que foram eleitos, entre os quais o próprio Presidente da Câmara, Carmona Rodrigues.

 

Nesta tormenta bem tenta o PSD nadar levantando a cabeça o que não é fácil, como bem se vê. Já exânime tenta a salvação atirando com responsabilidades e culpas próprias para cima dos outros. Em plenário da Assembleia da República o Secretário-geral do PSD, Miguel Macedo  acusou o Partido Socialista de aliança com Isaltino Morais no concelho de Oeiras, diabolizando a aceitação de pelouros por parte dos vereadores do Partido Socialista e catalogando o presidente da sua Comissão Concelhia, Emanuel Martins, e cabeça de lista no concelho de "obscuro presidente da estrutura local".  Dr. Miguel Macedo, não confunda tudo: o dr. Isaltino Morais foi nado e criado no PSD, durante muitos anos; foi o autarca modelo do seu partido; foi também ministro num governo deste partido, cargo de onde se demitiu caído em desgraça; criou o PSD "mais à frente", em confronto com o PSD de Algés, dividindo o partido em dois e ficando ele com a parte maior! O dr. Isaltino Morais candidatou-se em Oeiras já arguido e ganhou as eleições, sendo  presidente da Câmara por escolha directa do eleitorado e com a maior oposição, em campanha, do Partido Socialista. Eu compreendo que seria melhor para o PSD Algés e para a sua raínha despeitada que o PS tivesse uma atitude negativa em relação às necessidades do concelho de Oeiras, mas os vereadores do Partido Socialista não foram eleitos para proteger ou alimentar guerras partidárias internas entre facções do (obscuro?) PSD local. Foram eleitos para servir o Concelho e as suas populações, o que estão a tentar fazer com o melhor do seu esforço e com a maior dedicação, correspondendo de forma positiva ao mandato que lhes foi confiado. Para finalizar, o meu camarada Emanuel Martins só é obscuro para si e para quem não está dentro da política no Concelho de Oeiras porque, de resto, é bem conhecido da população. Devo dizer-lhe que boa educação e respeito pelos outros é bem bonito entre pessoas adultas. Um dia destes alguém pode lembrar-se de lhe chamar obscuro secretário-geral do PSD, singelo deputado que, de quando em vez, manda umas bocas imprecisas na Assembleia da República.

 

Este texto leva-me, finalmente a outra reflexão: que espaço haverá, hoje em dia, para este PSD ainda herdado do Dr. Cavaco Silva. Que futuro terá este partido, passados os próximos seis ou dez anos de oposição, que é o que o espera. Nestas anos de profunda transformação política e social, entre incompetências de decisão, guerras intestinas, os prováveis futuros revanchismos Santanistas e a oposição, não é tempo de grandes esperanças para o Partido Social Democrata. Qualquer dia até o Partido do Paulo Portas (PPP) se poderá aproximar em score eleitoral. Deste PSD pouco sobrará, dando eventualmente lugar a um qualquer PPD-PPP ou outra coisa, mas, meus senhores, é oficial: o PSD acabou.

 

             

             publicado no Jornal de oeiras de 22 de maio de 2007

 


publicado por apólogo às 17:54

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