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Quarta-feira, 30 de Março de 2005

Auto-retrato - primeira versão

Auto-retrato - primeira versão


 


Magro, de olhos azuis, carão moreno,


Bem servido de pés, meão na altura,


Triste de faxa, o mesmo de figura,


Nariz alto no meio, e não pequeno:


 


Incapaz de assistir num só terreno,


Mais propenso ao furor do que à ternura,


Bebendo em níveas mãos por taça escura


De zelos infernais letal veneno;


 


Devoto incensador de mil deidades,


(Digo de moças mil) num só momento;


Inimigo de hipócritas e frades:


 


Eis Bocage, em quem luz algum talento;


Saíram dele mesmo estas verdades


Num dia em que se achou cagando ao vento.


 


Quando perder a Humanidade


 


Lá quando em mim perder a humanidade


Mais um daqueles, que não fazem falta,


Verbi-gratia- o teólogo, o peralta,


Algum duque, ou marquês, ou conde, ou frade,


 


Não quero funeral comunidade,


Que engrole sub-vemites em voz alta;


Pingados gatarrões, gente de malta,


Eu também vos dispenso a caridade.


 


Mas quando ferrugenta enxada idosa


Sepulcro me cavar em ermo outeiro,


LaVre-me este epitáfio mão piedosa:


 


«Aqui dorme Bocage o putanheiro:


Passou vida folgada, e milagrosa


Comeu, bebeu, fodeu sem ter dinheiro».


Bocage


publicado por apólogo às 20:37

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1 comentário:
De Anónimo a 17 de Fevereiro de 2006 às 16:04
Muito bom!!!

www.estadodacoisa.blogspot.com dá lá um salto
sermente
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