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Domingo, 27 de Março de 2005

Portugal: país xenófobo

Extractos do Público de 26-03-05

(...)[em]alguns dos dados do Eurobarómetro 2003, também disponíveis nesse documento, teria sido possível evidenciar que Portugal é um dos países menos resistente a uma sociedade multicultural (9º melhor resultado em 30 países), ou mais defensor dos direitos civis dos imigrantes legais (8º melhor resultado). Por outro lado, do Inquérito Social Europeu também se poderia sublinhar que, apesar de ser o 4º país com maior taxa de respostas evidenciando resistência aos imigrantes, era, por outro lado, um dos que mostrava menor apoio a uma distância étnica (7º melhor lugar em 19 países).

(...)Se lhe acrescentarmos o contexto, dado que o momento da sua realização correspondeu à conclusão de um ciclo (2001/2003) em que Portugal duplicou o número de imigrantes legais, então talvez se possa fazer outra leitura destes dados. A este propósito o Comissário Europeu para os Direitos Humanos, Gil-Robles, dizia no seu relatório de 2003 que "o aumento do número de estrangeiros em Portugal foi absorvido sem crescimento de tensões sociais ou raciais", o que testemunha "a abertura geral e da tolerância da sociedade portuguesa e um exemplo para outros países da Europa."

(...)E olhando toda a "floresta" e não só a "árvore": Portugal está longe de ser, no plano europeu, um mau exemplo. (..)

(...)Por exemplo, à pergunta "devem entrar mais imigrantes em Portugal?" a resposta "não" é entendida, genericamente, como sinónimo de xenofobia. Mas essa interpretação só parcialmente corresponde à realidade. Haverá alguns cidadãos que assim respondem recusando o imigrante. Mas quando um cidadão responde "não" porque tem a percepção da reduzida oferta de emprego e não vê como poderá um novo imigrante encontrar trabalho digno, obviamente que não estamos perante um fenómeno xenófobo.

(...)Em Portugal, nunca uma expressão político-partidária verdadeiramente xenófoba se chegou a afirmar. O Partido Renovador Nacional (PRN), expressão nacional mais próxima da Frente Nacional de Le Pen, teve, nas últimas eleições, uns escassos 0,16 por cento, 9323 votos.

(...)Por isso, a expressão xenófoba nessa grande sondagem que são as eleições tem em Portugal uma expressão residual em comparação com muitos outros países da Europa

(...)Mas não subestimemos os riscos que estão no horizonte. Em muitos países europeus o crescente peso social e político dos discursos anti-imigração leva as forças políticas moderadas e humanistas, do grande centro político, a assumirem algumas posturas surpreendentes.

(...)Uma abordagem sensata e pragmática do discurso político não pode ignorar esta sensibilidade da opinião pública ao aumento da imigração e deve coarctar preventivamente as possibilidades de crescimento e instalação de correntes xenófobas. Esta opção exige capacidade de gestão dos fluxos migratórios e, sobretudo, uma forte aposta numa boa integração social. Esta pressupõe sentido de equilíbrio no discurso dos direitos dos imigrantes que, para ser credível, tem que ser feito em simultâneo com a afirmação dos deveres, num quadro do respeito pleno do princípio da igualdade entre cidadãos nacionais e cidadãos imigrantes.


In O Público de 26-03-05


Sabe sempre bem saber dos bons exemplos. E neste aspecto a sociedade Portuguesa ainda pode dar algumas lições.Até aqui. Mas, como diz o texto, não substimemos os riscos. Antes pelo contrário. Os tempos estão de contra-feição. O aumento da imigração, a crise económica, o aumento estrutural do desemprego, o aumento da criminalidade, a falta de resolução de carências sociais, o terrorismo, são exemplos de factos que, mesmo sem terem nada a ver com os imigrantes muitas das vezes, fazem com que predisposição das populações residentes para com os que chegam seja cada vez mais intolerante. As notícias de outros países Europeus, com outras realidades ( como o caso da framça e da Holanda, com a imigração originária dos países muçulmanos ) só piora a situação.


Só uma política prudente e activa, no sentido da regulação e acolhimento da imigração em boas condições de trabalho, de habitação e de plena integração na nossa sociedade - através da assimilação dos valores e língua locais - pode levar a que esta predisposição positiva da população se mantenha, como é desejável.


Só uma política activa de combate à criminalidade, às máfias vindas de outros paíse se que florescem com a imigração ilegal e com a falta de condições, aos grupos xenófobos e aos gangs que vão surgindo ( ainda incipientemente ), pode levar a que a imigração e a sua integração na nossa sociedade seja continue a ser vista de forma benévola, como é desejável.


publicado por apólogo às 21:07

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